Stormi – Iosonouncane

Hoje trago uma música de final de filme feliz e reflexivo, que acaba tudo bem e todos felizes, ou de começo de filme indie que começa com todos felizes, mas no final as coisas vão dando errado e fica triste : você escolhe como quer se sentir com essa musiquinha.

Ela é deliciosa, leve, animada, e eu amei que o nome da banda é Iosonouncane, ou seja “Eu sou cão” em italiano.

Aviso! Você vai ficar com a melodia de Stormi na cabeça por muito tempo, sem conseguir cantar uma palavra sequer.

Luísa Sobral – O meu cão

Olá! Como está a sua segunda-feira? Eu sei. Não se preocupe. Eu tenho a solução.

Prometo.

Hoje por um acaso danado dos algorítimos da internet, me apareceu essa sugestão de cantora fantástica que eu nunca tinha ouvido falar. Luísa Sobral é uma portuguesa de 31 anos simplesmente fantástica. Cantora incrível, compositora, instrumentista. É sensacional.

Com uma criatividade e sensibilidade fora do comum, ela faz algumas das músicas mais fofas e lindas que ouvi nos últimos tempos. Não acredita? Escute e assista o clipe de O meu cão :

É tão fofinho que eu nem sei o que dizer. Parece que saiu direto da trilha sonora do filme Toy Story.

“Ah Paula. Mas eu não gosto de cães” – disse a pior pessoa do mundo.

Ok. Mas e de bebezinhos, você gosta? Sim né? Como não gostar? Então se emocione com o lindo clipe e música abaixo:

Quem já passou por aqui antes, sabe que eu adoro covers incríveis. Dá uma olhada nessa versão que Luísa fez de Wrecking Ball, da Miley Cyrus. Simplesmente incrível:

E olha que d+ ? A Luísa também tem um irmão super talentoso, chamado Salvador Sobral:

Viva a terrinha! ❤

Ana Frango Elétrico – Farelos

Hoje trago uma música inusitada e gostosinha de ouvir. Garanto que você vai ficar com a frase “I…have….only fareloshhhh!” na cabeça por um tempo. A música Farelos apareceu no meu shuffle e eu amei. Acho que você vai  curtir também:

Se você achou engraçado o nome Ana Frango Elétrico da cantora (eu também achei), eu te explico o porque: Ela se chama Ana Fainguelernt, e só queria um nome fácil de pronunciar que fosse parecido com seu sobrenome de verdade. Logo, Fainguelernt < Frango elétrico.

Se eu fosse aderir a essa ideia, acho que me chamaria Paula Vai lá. Melhor não?

Vou deixar aqui o disco todo, que é uma coisa meio psicodélica, meio tropicália, com uma vozinha suave, letras louquíssimas, e instrumentação muito legal:

 

La Femme – Où va le Monde

Hoje trago uma música punk francesa muito interessante, da banda La Femme.

A princípio eu só achava ela muito legal e dinâmica, fantástica de colocar bem alto no carro e dirigir animado por aí, ou colocar no foninho e fazer aquele mercado no pique (dona de casa,eu? magina). Mais uma música digna do selo “música de trilha sonora de filme” sim senhor.

Mas hoje parei pra ler a letra de Où va le monde , que significa “Pra onde vai o mundo?” e achei uma grandíssima pira. Fora que a letra é gigaaaante, tipo as músicas do LCD Soundsystem.

Voilà:

Essa bateria rapidinha é demais.

Se você gostou, vou deixar aqui mais uma música legal da banda, de 2013, Ressort:

Très bonn!

Carlos Lyra – Marcha da quarta-feira de cinzas

Feliz ano novo amiguinhos!

Hoje meu pai me passou uma música-medley maravilhosa do Carlos Lyra, que ele diz que fazia muito tempo que tentava encontrar, mas não encontrava de jeito maneira. Mais ou menos igual foi minha saga com Mistério do Planeta.

Fazia muito tempo que eu não ouvia Carlos Lyra, mas nessa música especialmente ele fala muito antes de cantar. E se me permitem, vou fazer um parênteses aqui: Carlos Lyra era um dos melhores amigos de Fernando Sabino, um dos meus escritores favoritos.

A escrita do Fernando Sabino é de contos muito ágeis, perspicazes e divertidos, com tiradas ótimas e inteligentes. E escutar o Carlos Lyra conversando com a platéia ao longo dessa música, me fez sentir estar ouvindo um audiobook do Sabino. Que almas criativas maravilhosas:

Bônus: nesse medley postado acima, Carlos Lyra canta Maria Moita, música que apareceu no último post com a música You Don’t Know Me, do Caetano. Inclusive, me corrigindo que Maria Moita é de Vinicius, e não de Carlos Lyra. Perdão pelo vacilo.

Mas voltando ao Carlos Lyra. Ele é um carioca pequeninho, dono de uma voz que eu acho fascinante. Muito potente e grave, afinação fantástica. Uma voz “larger than life”, porque ao mesmo tempo que ela é versátil e impressiona, parece que você se identifica, e gosta imediatamente.

Hoje é o dia de todo mundo voltar a trabalhar, depois de férias bem gostosinhas. Então trago a linda Marcha de quarta-feira de cinzas, que fala sobre o sentimento melancólico, porem animado com a perspectiva de voltar a trabalhar depois do carnaval.

 

Se você gostou dessa música, pode ouvir também no timbre lindinho da Nara Leão, em uma versão com coro maravilhoso no refrão, curto muito:

Aproveito pra deixar mais um fantástica do Carlos Lyra aqui, uma música que ele mesmo intitula como “minha primeira canção de protesto”. Prestem atenção na letra fantástica:

Olha que belezinha ele se apresentando no Sesc em 2013, com nada menos que 74 aninhos:

Bom ano a todos!

You don’t know me – Caetano Veloso

Recentemente conheci essa música e nunca mais parei de ouvir.

Sabe quando você escuta a mesma música 8 milhões de vezes? Escuta quando tá feliz, quando tá triste, quando tá parado, em movimento, etc, etc? Foi essa música.

Confesso que nunca fui fã do Caetano Veloso, sempre achei ele chato, e achava as músicas dele igualmente chatas. tanto que quando You don’t know me começou a tocar no spotify, eu não acreditei que era dele. Mas se assim como eu, você tem uma birrinha, dê uma chance pra essa que você vai curtir.

You Dont Know Me é uma música em inglês (que por sinal Caetano fala muito bem aqui), do álbum Transa de 1972, que é super intensa e parece ser muito contemporânea.

Ao longo da música, Caetano faz um medley com mais três canções totalmente diferentes. A primeira a aparecer é Maria Moita de Carlos Lyra:

Nasci lá na Bahia,

De mucama com feitor…

Meu pai dormia em cama,

Minha mãe no pisador…

A próxima é Saudosimo, do próprio Caetano, mas que em You don’t know me, é cantada no fundo pela Gal Costa, com uma voz linda e suave.

“Eu, você, nós dois…

Já temos um passado meu amor, um violão guardado…”

E por último, mas não menos surpreendente, temos ninguém menos que Gonzagão com Hora do adeus.

“Eu agradeço, ao povo brasileiro…

Norte, centro, sul, inteiro, onde reinou o baião”

Medley pra lá de inesperado mas que deu um resultado incrível né?

E olha que legal esse cover feito pela banda indie britânica The Magic Numbers. Confesso que é muito engraçadinho eles falando português:

E isso é o mundo da música! As vezes um artista que você não adora pode te surpreender com alguma música incrível.

Carmen McRae – Sound of Silence

Depois de um longo período longe do bloguinho, decidi voltar.

Confesso que o período de eleições foi tão caótico, tanta baixaria, tanta briga pra todos os lados, que me deixou sem muita vontade de escrever e falar sobre coisas aparentemente sem importância, como musiquinhas que eu gosto.

Mas enfim, agora deu vontade de voltar, e cá estou, com muitas músicas legais pra compartilhar.

Já que estive em silêncio pelos últimos 40 dias por aqui, achei válido trazer uma música temática.

Trago a conhecidíssima “Sound of Silence” dos lindos Simon& Garfunkel, só que numa versão incrível, performado pela maravilhosa Carmen McRae, em 1968.

Musicalização fantástica, ritmo e groove sensacionais. E pra quem gosta de um belo baixo destacado, vai apreciar. Achei que ficou um cover incrível e cheio de personalidade.

Se deu vontade de ouvir a original, vou deixar aqui também:

Se você ficou com vontade de conhecer um pouco mais de Carmen McRae, ela é uma cantora americana, nascida no Brooklyn, filha de pais jamaicanos. Começou a tocar piano aos 8 anos, e aos 15 virou amiga de Billie Holiday. E daí em diante foi consolidando sua carreira como cantora de jazz.

Ela não recebeu tanta atenção da mídia como Billie, Sarah Vaughan ou Ella Fitzgerald, mas mesmo assim era uma cantora fantástica, com uma capacidade vocal impressionante.

Olha que diferente essa versão em inglês, super jazzada de “Chega de saudade”:

Aqui ela canta a clássica “My foolish heart” lindamente:

E dá-lhe música boa!