Dorival Caymmi – Saudades da Bahia

 

 

Hoje por algum motivo inusitado (fome, quem sabe?), acordei com a fofíssima música Quindis de Yaya na voz do Dorival Caymmi tocando na minha cabeça.

Pensei em posta-la aqui hoje, mas infelizmente não encontrei a versão do Dorival no youtube, e eu também só tenho ela em vinil. Em contrapartida, encontrei essa versão divertida do filme da Disney de 1944, “Los Tres Caballeros”, divirta-se:

Depois disso, só de ficar o nome Dorival Caymmi na minha cabeça, a primeira música que penso dele é essa:

“Se ter saudade é ter algum defeito…eu pelo menos mereço o direito, de ter alguém com quem eu possa me confessar…”

E a próxima que vem a mente quando penso em Dorival, é a espetacular Suíte dos Pescadores, forte, impactante:

Como eu adoro minhas coincidências inusitadas de datas por aqui, semana passada, dia 16, completou 10 anos da morte do Caymmi.

 

Rincon Sapiência – Meu Bloco

Viu, eu precisava falar uma coisa procês.

Cês sabiam que nós temos um Childish Gambino misturado com o Kendrick Lamar só que brasileiro?

Eu sou muito fã dos dois citados acima, acho que são geniais, engajados, autênticos e talentosos, e com isso, INDISPENSÁVEIS pro atual cenário musical.

E hoje por um acaso descobri o Rincon Sapiência, que é uma mistura abrasileirada sensacional com esses dois expoentes do rap mundial.

As letras do Rincon são ácidas, duras, precisas, lotadas de críticas, referências históricas e cultura pop. A estética é sensacional, e os clipes idem.

Assista ao clipe de Meu Bloco, de fevereiro de 2017, e veja se o clipe não te lembra uma coisa de This is America, nessa câmera andando junto? E o som tem uma coisa meio Backseat Freestyle e Goosebumps do Kendrick Lamar (que puta que o pariu, como não tem nenhum post dele aqui? terei que providenciar) :

 

Pra quem adora encher a boca pra falar que não tem nada que presta na música nacional, que não tem conteúdo, toma aí, aceite e acompanhe a letra das músicas abaixo:

Por aqui já apareceu muito a frase Viva o rock nacional, mas pra hoje deixo a: viva o rap nacional!

 

“Na rua a gente vê a real nego
são coisas de Brasil não é mole não
Sentado no sofá não vai dar nego
nem tudo é verdade na televisão

Não procede o pensamento fútil
que resumiu Brasil em futebol e glúteo…”

Pomplamoose – Eleanor Rigby (cover)

Eu adoro quando o youtube / spotify me sugerem músicas novas. Muitas vezes aparece coisas que já conheço ou que são ruins, mas muuuuitas vezes aparecem muitas  coisas legais.

Se você já conhece esse bloguinho, sabe que eu amo profundamente covers incríveis, quando os artistas trazem estilo autoral à música original e deixam ela diferentona e incrível.

E se você de fato já conhece esse bloguinho, não precisamos nem dizer qual o sentimento por aqui em relação a Beatles, não é?

Olha que demais esse cover feito pela dupla americana Pomplamoose da já sensacional Eleanor Rigby dos Beatles, só que aqui com apenas voz+baixo+piano:

É uma versão suave de uma música tão intensa. Não tem como não se surpreender, não é?

Mas esses mocinhos super talentosos tem muitoooos covers incríveis! Olha esse de Killing me softly, que lindo, que harmonia vocal sensacional:

Essa aqui é demais, um mashup de Jamiroquai e Bee Gees que ficou incrível. Acompanhe a empolgação do tecladista e do baixista e se empolgue junto:

Pra dar o play no canal e ficar ouvindo todas !

Junip – Oba, lá vem ela

Sabe a maravilhosa música Oba, lá vem ela de 1970 do Jorge Ben?

Você já parou pra pensar como ela seria se fosse regravada por uma dupla de suecos do folk rock eletrônico? Provavelmente não. Mas garanto que é demais, e no mínimo, inusitado. Curta a versão daoríssima da banda Junip, de 2013:

Até que falam muito bem nosso portuguesinho, né não?

Mas nem só de covers de samba vivem os meninos do Junip. Eles também fazem aos boas e velhas musiquinhas indie bonitinhas. Se você ficou curioso e quer ouvir mais, segue uma playlist deles (embora confesso que gosto mais da versão que acabamos de ouvir):

E se você, assim como eu, gosta muito de Jorge Ben, eu já fiz um post aqui indicando um álbum inteiro dele, de tão incrível que é.

Queen – Don´t stop me now

Hoje é segunda-feira, um bom dia pra gente ficar desanimado com o que vem pela frente: a dieta que tinha que ter começado 15 segundas-feiras atrás, algum serviço chato no trabalho, alguma treta adiada da semana passada, enfim.

Mas segunda-feira também pode ser um dia bom, com ânimo pra começar bem a semana.

Numa lembrança do facebook de 6 anos atrás, nesse dia compartilhei Don´t stop me now do Queen uma puta duma música muito animada. Provavelmente eu estava tendo um dia muito bom, ou prestes a começar alguma coisa bem animadora para a jovem Paula.

De qualquer forma, deixo ela aqui hoje pra animar sua segunda e sua semana. Por mais rabugento que você esteja, é difícil ouvir a música toda e não se contagiar pelo menos um pouquinho.

Don´t stop me now! I´m having a good time!

Vou deixar aqui um cover sensacional à la Tina Turner do pessoal maravilhoso do Post Modern Jukebox que já apareceram por aqui.

Animou?

Khalid no NPR

Olá amiguinhos!

Esse bloguito nos últimos dias ficou fora do ar porque fiz umas mudanças de servidor.

Acredito que agora estamos numa plataforma melhor, dá pra vocês comentarem em cada post, e criei também um email sempre que quiserem indicar suas músicas pra cá. É o falecomindicamusica@gmail.com .

O que acharam da carinha nova do blog? Eu curti.

Ontem apareceu pra mim esse vídeo de alguns dias atrás, mas que eu ainda não tinha visto: o Khalid no NPR Tiny Desk, e é simplesmente sensacional.

O Khalid foi um dos primeiros posts desse blog com Location, em que eu te avisei que esse mocinho tem apenas 20 aninhos e é talentoso pra caramba.

Olha que demais ele ao vivo só no voz+violão, como pode essa voz tão incrível?

Confesso que gostei mais dessa versão de Young, dumb and broke do que da original.

Khalid seu maravilhoso, vai longe!

The White Stripes – The hardest button to button

Olá meu amiguinho que um dia já foi um jovem alternativo, como vai você?

Você se lembra do longínquo ano de 2003, quando os White Stripes surgiram com o maravilhoso clipe de The hardest button to button?

Eu lembro que foi do caralho.

White Stripes chegou chegando, cheio de ideias novas, e algumas normas malucas. Pra começar que a banda só tinha 2 integrantes: Jack White e Meg White, que nenhum repórter podia perguntar se eles eram irmãos, casados, ou não tinham parentesco nenhum. Daí eles só usavam roupas brancas, pretas e vermelhas sempre, e as entrevistas deles sempre eram muito doidonas. Era tudo muito massa.

Claro, além da música que acabei de postar, em 2003 o álbum Elephant deles também rendeu essa musiquinha aqui, que pode ser, talvez, quem sabe, que você já tenha ouvido ela um dia, será?

ERA MASSA DEMAIS ASSISTIR ESSE CLIPE NA TV.

White Stripes já me fez muito feliz, e toda vez que eu coloco uma roupa preta, branca e vermelha, instantaneamente começa a tocar músicas deles na minha cabeça.

Caso você não saiba dessa informação, acho válida deixa-la aqui: o Jack White é o grande responsável pela volta da comercialização de discos de vinil no mundo moderno da indústria da música. Quando ele lançou sua carreira solo, seu primeiro disco foi comercializado em vinil também.

Inclusive, o Jack é tão apaixonado por vinis que tem sua própria loja e sua própria fábrica de vinis em Detroit, que é SENSACIONAL simplesmente: