Dê um Role – Gal Costa

Essa é uma música sensacional, originalmente dos Novos Baianos, mas aqui trago interpretada pela inigualável Gal Costa.

Essa é uma versão ao vivo de 1971, com uma instrumentação foda, e um baixo sensacional do começo ao fim.

Adoro algumas frases dessa música, que me parecem muito lindas pros tempos malucos que estamos vivendo:

“Enquanto eles se batem
Dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia
Eu não tenho nada
Antes de você ser, eu sou
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés”

 

Curta, e fique com ela na cabeça o resto do dia:
Agora, caso você queira conhecer a versão dos Novos Baianos, que é igualmente fantástica (embora, se eu pudesse eliminar essa flauta incômoda, eu o faria), segue abaixo. Boa sorte tentando escolher sua favorita:

Oeste – Valter Lobo

Hoje é dia dos namorados,e eu, assim como David Byrne, acho que amor é um tema “too big” e sempre me sinto cafona escrevendo sobre o conceito do que é “romântico”.

Mas mesmo assim, vou dar uma ~ousada.

Desde que conheci o B Fachada, tou numa fase de curtir muito cantores portugueses. Não sei, parece que é uma coisa meio sentimental pra nós brasileiros, por ser nossa língua mãe na sua origem mesmo. Não sei explicar, mas acho um barato.

Valter Lobo também é um cantor muito legal,

Essa música desde a primeira vez que ouvi pensei “hum, que romântica”. A letra, a melodia, a voz. Enfim, talvez não seja a visão mais normal ou esperada de romântico, mas vamos lá.

Obs.: Não curti esse clipe, então favor desconsiderar e ouvir só a música.

Deixo mais uma música linda de Valter Lobo:

You’re so vain – Carly Simon

Essa música é sensacional e cheia de nuances.

Escuta ela e veja se você reconhece quem canta junto com a Carly Simon no refrão.

Identificou?

É ele mesmo : Mick Jagger.

Mick e Carly namoraram por um tempo, e quando terminaram, várias pessoas pensavam que ela tinha escrito essa música para ele.

Carly diz que esssa música é na verdade dedicada a muuuuitas pessoas que ela conheceu na indústria do entretenimento.

Que dúvida, né?

Dá vontade de dedicar ela a várias pessoas que encontramos nas redes sociais, não dá não?

 

When I’m Gone – Phil Ochs

Essa música é foda.

Puta merda.

Phil Ochs foi um nome muito ativo na cena da contra cultura americana dos anos 1960. Ele era conhecido como um cantor de protesto, sempre se opondo a guerra do vietnã e demais problemas da sociedade. Escrevia muito, e era sempre muito prolífico de seus ideais.

Cometeu suicídio aos 35 anos, e deixou um legado de músicas de protesto que parecem atuais demais pros dias de hoje.

Curta When I’m Gone:

The smiling hour – Sarah Vaughan

Muitos aninhos atrás, quando eu comecei a colecionar discos de vinil, eu logo me apaixonei pela Ella Fitzgerald e muitas outras figurinhas frequentes na época que vinil não valia nada.

Uma delas foi ela, “The Divine One“, a divina, Sarah Vaughan.

Sarah Vaughan cantou de 1942 até 1990, ou seja, temos tudo que é tipo de período, estilo, e inclusive de evolução da voz da cantora pra apreciar. E isso é muito legal.

Sarah era completamente apaixonada pro Brasil, inclusive fez várias turnês pelo país. Na década de 1970, gravou o disco “I love Brazil!” com Milton Nascimento, Dorival Caymmi e Tom Jobim – que foi indicado ao Grammy.

Em 1981 ela lançou o álbum Copacabana, de onde vem a musica de hoje, The smiling hour.

Em 1987 foi gravado o último disco de Sarah, chamado “Brazilian Romance”, produzido pro ninguém menos que Sergio Mendes.

Curta The smiling hour:

Essa é uma versão em inglês para a música Abre alas, de Ivan Lins, que você pode conferir abaixo, e decidir qual é a sua favorita:

“Já está chegando a hora…”

Quiçá – Labaq

Essa música caiu por um acaso no meu shuffle do descobertas da semana do Spotify. Eu tava fazendo outra coisa, mas ouvi, gostei e adicionei na minha playlist.

Depois em outro momento, eu tava viajando de carro numa paisagem bonita, em silêncio, e essa música tocou de novo. Aí então que eu parei pra prestar atenção na letra, que é muito linda, e como ela é “crua”, simples mas impactante.

Se você estiver se sentindo reflexivo, acho que vai gostar também:

Larissa Baq é uma artista paulista muito bacana e talentosa, que começou na música como percursionista, e depois evoluiu pra fazer suas próprias músicas. Ela inclusive tá com uma turnê longa em Portugal esse ano, o que eu acho demais.

Olha que legal ela se apresentando no Sofar Montevideo. (só pra dizer, eu amo essa técnica de pedal que faz com que a pessoa vire um super one man band tecnológico)

 

 

 

 

San Francisco Bay Blues – Jesse Fuller

Ontem postei aqui um vídeo de um show de Peter, Paul and Mary muito legal.

No meio desse show, Paul conversa com o público falando com muita admiração de um artista que ele adora, chamado Jesse Fuller, que é conhecido por ser um “one man band”, ou seja, uma banda de um homem só.

Só que acho que esse one man band é diferente de tudo que você já viu, pois até piano ele toca. É isso mesmo que você leu. Preparado pra se impressionar?

 

Vou deixar mais uma pra você curtir esse som folk misturado com blues que é demais:

Com certeza um daqueles artistas pra conhecer cada vez mais o repertório!