San Francisco Bay Blues – Jesse Fuller

Ontem postei aqui um vídeo de um show de Peter, Paul and Mary muito legal.

No meio desse show, Paul conversa com o público falando com muita admiração de um artista que ele adora, chamado Jesse Fuller, que é conhecido por ser um “one man band”, ou seja, uma banda de um homem só.

Só que acho que esse one man band é diferente de tudo que você já viu, pois até piano ele toca. É isso mesmo que você leu. Preparado pra se impressionar?

 

Vou deixar mais uma pra você curtir esse som folk misturado com blues que é demais:

Com certeza um daqueles artistas pra conhecer cada vez mais o repertório!

 

Peter, Paul & Mary – Don’t Think twice, it’s alright

Hoje eu trago uma música muito linda mesmo.

Originalmente ela é do Bob Dylan, que é um puta dum compositor, mas digamos que não é um dos meus cantores favoritos.

A lindíssima “Don’t think twice, it’s alright” hoje vem cantada pelo trio americano Peter, Paul and Mary, que como nos explica a wikipedia, é composto por um tenor, um barítono e uma contralto.

As vezes é por isso que as 3 vozes se complementam tão lindamente. É de arrepiar quando eles cantam todos juntos nas partes altas da música:

Além das vozes maravilhosas, o dedilhado do violão é lindíssimo. Se você gostou da sonoridade desse trio folk maravilhoso, vou deixar aqui mais uma interpretação fantástica deles, pra música “Leaving on a jet plane”, originalmente de John Denver.

Bônus: se você abrir esse segundo vídeo direto no youtube, tem alguns comentários emocionantes de americanos relatando que ouviam essa música quando estavam indo lutar na guerra do Vietnam. Pra deixar mais emocionante ainda.

Se você é como eu, e gosta de ver “quem sabe fazendo ao vivo”, olha que lindo esse show de 1965. Atenção pros violões: quantos acordes complexos o Paul faz por minuto? hahaha

Hey – Pixies

Precisamos falar sobre Pixies.

Precisamos falar sobre essa música.

Meu querido leitor agnóstico, ateu, cético de Pixies. Chame-se como quiser.

Lembra quando eu postei Canto de Ossanha por aqui, e disse que certas músicas tem um poder cósmico, mágico, estranho , perturbador, inusitado de causar uma sensação ao ouvir?

Então, essa é uma delas.

Mas tem que ouvir bem alto, taolkey? Prometo que você vai se impressionar.

Ela é quebrada, divida em diversas partes distintas, uma guitarra que entra simplinha no ouvido mas não sai de lá.

E uma letra doidona, que te faz cantar junto do começo ao fim. Eu não sei explicar.

Eu não vou confabular mais. Aumenta o som, desliga o cérebro e só curte esse som sensacional:

 

Vou aproveitar e deixar uma versão ao vivo de 1988 muito legal tambem:

Caso você esteja se sentindo curioso pra saber mais sobre Pixies, segue aqui um vídeo explicando um pouco a história da banda:

 

Cartão postal – Apanhador só

 

Como disse por esses dias, meio que acabei me mudando do Brasil pra Itália há algumas semanas.

Agora faz sentido pra você o porque de algumas ocasionais músicas italianas por aqui né não?

Quando pensava na minha partida do BR pra cá, ficava pensando “vou sentir tanta saudade da comida brasileira”, pensava na saudade do pão de queijo, do escondidinho, da coxinha, do brigadeiro, etc, etc, etc. Longa lista da gordinha.

Qual não foi minha surpresa que ao chegar aqui eu não senti falta da comida, mas sim das minhas musiquinhas brasileiras? Que maravilha é a música, esse negócio imaterial e que ao mesmo tempo traz todo tipo de sensação física e psicológica. Vai entender?

Cheguei aqui e me pegava preparando uma pasta ou qualquer comida bem italianuda que você queira imaginar, e sentia necessidade de uma música brasileira, um samba, uma bossa, enfim.

Mas hoje trago não um sambão, mas uma musiquinha amena e bonita, chamada cartão postal. Ela me faz pensar  nos meus dias em que turisto por aqui. “Estou sentado dentro de um cartão postal, olhando aqui de perto tudo é tão normal”, que é como me sinto agora que meio que eu moro  nos cartões postais? É uma sensação diferente, visitar uma cidade turística sem aquela pressa habitual de viagem de uma semana, realmente tudo parece normal.

Espero que você goste:

Tempo de Pipa – Cícero

Eu tenho uma mania muito significativa de ficar com certas músicas presas em looping na minha cabeça.

Acho que já falei disso por aqui.

São tipo assombrações ou alucinações musicais, assim por dizer – com um pouquinho de exagero.

Mas é impressionante.

Quando entra nesse looping, a música toca como se estivesse numa caixa de som bem perto de mim, e eu fico repetindo as mesmas frases por dias, noites, sonho com a frase, acordo com a melodia ecoando. É uma coisa.

E muitas vezes esses episódios de loopings acontecem atrelados a alguns acontecimentos específicos. Um jantar, um aniversário, uma viagem, as vezes é com nada mesmo.

Esses dias acabei me mudando do Brasil pra Itália, sabe assim? Coisas da vida.

E daí que acho que você pode imaginar que teve bastante antecipação, ansiedade e expectativa envolvida.

Os dias que anteciparam a viagem foram uma loucura tremenda, cheios de mil coisas pra fazer e resolver antes de viajar.

O dia de fato da viagem foi de uma calmaria que me incomodou. Como assim eu não tinha mais nada pra resolver? Pois é, realmente só restava esperar o voo. E ecco: aí estava. Chegou uma musiquinha pra grudar em looping pra ajudar.

Tempo de Pipa, do Cícero grudou que nem alucinação no meu ouvido no dia da viagem. Provavelmente por causa da frase “odeio despedidas…”

Talvez por causa do “eu vou te acompanhar, de fita” que eu entendia que era “de cima” , e associava ao avião que estava prestes a pegar, virava uma linda metáfora.

Talvez por causa do “Mas tudo bem, o dia vai raiar, pra gente se inventar, de novo” , que me parece uma baita de uma frase pra quem tá passando por uma baita de uma mudança, uma mudança continetal, deveras.

Fique com essa música linda, e cuidado: ela pode grudar em looping : )!

Stormi – Iosonouncane

Hoje trago uma música de final de filme feliz e reflexivo, que acaba tudo bem e todos felizes, ou de começo de filme indie que começa com todos felizes, mas no final as coisas vão dando errado e fica triste : você escolhe como quer se sentir com essa musiquinha.

Ela é deliciosa, leve, animada, e eu amei que o nome da banda é Iosonouncane, ou seja “Eu sou cão” em italiano.

Aviso! Você vai ficar com a melodia de Stormi na cabeça por muito tempo, sem conseguir cantar uma palavra sequer.

Luísa Sobral – O meu cão

Olá! Como está a sua segunda-feira? Eu sei. Não se preocupe. Eu tenho a solução.

Prometo.

Hoje por um acaso danado dos algorítimos da internet, me apareceu essa sugestão de cantora fantástica que eu nunca tinha ouvido falar. Luísa Sobral é uma portuguesa de 31 anos simplesmente fantástica. Cantora incrível, compositora, instrumentista. É sensacional.

Com uma criatividade e sensibilidade fora do comum, ela faz algumas das músicas mais fofas e lindas que ouvi nos últimos tempos. Não acredita? Escute e assista o clipe de O meu cão :

É tão fofinho que eu nem sei o que dizer. Parece que saiu direto da trilha sonora do filme Toy Story.

“Ah Paula. Mas eu não gosto de cães” – disse a pior pessoa do mundo.

Ok. Mas e de bebezinhos, você gosta? Sim né? Como não gostar? Então se emocione com o lindo clipe e música abaixo:

Quem já passou por aqui antes, sabe que eu adoro covers incríveis. Dá uma olhada nessa versão que Luísa fez de Wrecking Ball, da Miley Cyrus. Simplesmente incrível:

E olha que d+ ? A Luísa também tem um irmão super talentoso, chamado Salvador Sobral:

Viva a terrinha! ❤