Cartão postal – Apanhador só

As I mentioned previously, I kinda moved from Brazil to Italy these past couple of days.

Yeah.

Now it sort of makes sense all of those occasional italian song that would pop in here and there, right?  

Back when I still was living in Brazil, I’d often think that I would miss so many foods and drinks – don’t judge my fat mindset. But how surprised was I, when I realised that what made me feel more homesick of all was the music.

Every time I’d listen to a good brazilian song, I’d feel emotional, both near and far. Crazy and weird, but what can I say? Feelings, bro.

The song today is not your  traditional or quintessential old school samba, but rather is an adorable and easy going song, called Cartão Postal , which means postcard.

This song made me think about my days here in Italy both as a tourist and as a resident. The song says “I’m sitting inside of a postcard / Looking closely, everything seems so normal” which is kinda how I feel like now? I sort of live inside of postcards now, so it really is a different sensation, visiting without the hurry of a 1 week vacation, really makes the city seem so normal.

Hope you enjoy it:

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Como disse por esses dias, meio que acabei me mudando do Brasil pra Itália há algumas semanas.

Agora faz sentido pra você o porque de algumas ocasionais músicas italianas por aqui né não?

Quando pensava na minha partida do BR pra cá, ficava pensando “vou sentir tanta saudade da comida brasileira”, pensava na saudade do pão de queijo, do escondidinho, da coxinha, do brigadeiro, etc, etc, etc. Longa lista da gordinha.

Qual não foi minha surpresa que ao chegar aqui eu não senti falta da comida, mas sim das minhas musiquinhas brasileiras? Que maravilha é a música, esse negócio imaterial e que ao mesmo tempo traz todo tipo de sensação física e psicológica. Vai entender?

Cheguei aqui e me pegava preparando uma pasta ou qualquer comida bem italianuda que você queira imaginar, e sentia necessidade de uma música brasileira, um samba, uma bossa, enfim.

Mas hoje trago não um sambão, mas uma musiquinha amena e bonita, chamada cartão postal. Ela me faz pensar  nos meus dias em que turisto por aqui. “Estou sentado dentro de um cartão postal, olhando aqui de perto tudo é tão normal”, que é como me sinto agora que meio que eu moro  nos cartões postais? É uma sensação diferente, visitar uma cidade turística sem aquela pressa habitual de viagem de uma semana, realmente tudo parece normal.

Espero que você goste:

Tempo de Pipa – Cícero

I have a very significant habit of choosing certain songs and just sticking it to my brain in endless loopings.

 I guess I mentioned it here a couple of times before.

It’s crazy, like some sort of haunt or musical hallucination, one may call it – with a tiny bit of exaggeration.

But I assure you that it feels impressive.

When these loopings start, the chosen song plays on and on as if it were in a loud speaker, right besides me. And because of that, I keep on repeating the same sentences of that song for days – and nights – dreaming about it, wake up singing just a tiny sentence of it. Sure is something.

Oftenly these looping episodes happen attached to some significant event. A special dinner, a birthday / anniversary, a trip, or eventually, with nothing at all.

These past days I ended up moving from Brazil to Italy. You know, adult life and shit. And so, I think you can imagine that there was a lot of anticipation, anxiety and sure a load of expectations envolved, am I right?

The days prior to the trip sure wore the worse. Absolutely crazy, full of dozens of things to do, goodbyes to say, boxes to close and suitcases to pack.

But the day of the trip itself bothered me deeply, because it was ridiculously calm and with nothing important to do. How come there was nothing else to do? I guess, that was it. It was time to go, at last. And when it was indeed, ecco: here it came, a sneaky little song to stick mercilessly looping into my brains.

Tempo de Pipa, by Cícero stuck into my ears such as an hallucination. Probably pecause in this song there’s the beautiful sentence “I hate goodbyes”.

So enjoy this delicate and poetic brazilian song, and be prepares to stuck with it in looping into your ears:

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Eu tenho uma mania muito significativa de ficar com certas músicas presas em looping na minha cabeça.

Acho que já falei disso por aqui.

São tipo assombrações ou alucinações musicais, assim por dizer – com um pouquinho de exagero.

Mas é impressionante.

Quando entra nesse looping, a música toca como se estivesse numa caixa de som bem perto de mim, e eu fico repetindo as mesmas frases por dias, noites, sonho com a frase, acordo com a melodia ecoando. É uma coisa.

E muitas vezes esses episódios de loopings acontecem atrelados a alguns acontecimentos específicos. Um jantar, um aniversário, uma viagem, as vezes é com nada mesmo.

Esses dias acabei me mudando do Brasil pra Itália, sabe assim? Coisas da vida.

E daí que acho que você pode imaginar que teve bastante antecipação, ansiedade e expectativa envolvida.

Os dias que anteciparam a viagem foram uma loucura tremenda, cheios de mil coisas pra fazer e resolver antes de viajar.

O dia de fato da viagem foi de uma calmaria que me incomodou. Como assim eu não tinha mais nada pra resolver? Pois é, realmente só restava esperar o voo. E ecco: aí estava. Chegou uma musiquinha pra grudar em looping pra ajudar.

Tempo de Pipa, do Cícero grudou que nem alucinação no meu ouvido no dia da viagem. Provavelmente por causa da frase “odeio despedidas…”

Talvez por causa do “eu vou te acompanhar, de fita” que eu entendia que era “de cima” , e associava ao avião que estava prestes a pegar, virava uma linda metáfora.

Talvez por causa do “Mas tudo bem, o dia vai raiar, pra gente se inventar, de novo” , que me parece uma baita de uma frase pra quem tá passando por uma baita de uma mudança, uma mudança continetal, deveras.

Fique com essa música linda, e cuidado: ela pode grudar em looping : )!

 

Stormi – Iosonouncane

If you read me for a while now, you must know that I absolutely love me some “soundtrack worthy” songs. This sure is a great one, my friend.

This is the song for the perfect ending for the perfect movie. A happy and full of reflexions ending, where everybody ends up content after many struggles. Or no, maybe it is the beginig of a high energetic indie movie, that midways becomes sad and everybody dies. Wait, that became too tragic too quickly.

Nah, let’s quit thinking about this fictional non existing movie, let’s focus on how awesome this song really is. The band is called Iosonouncane which means literally in italian “I am a dog” and you know I couldn’t love it more.

But beware, even though you don’t know the lyrics to this song, the melody of Stormi sure will stick with you all day long: 

https://www.youtube.com/watch?v=iwRLrz5Uceg

 

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Hoje trago uma música de final de filme feliz e reflexivo, que acaba tudo bem e todos felizes, ou de começo de filme indie que começa com todos felizes, mas no final as coisas vão dando errado e fica triste : você escolhe como quer se sentir com essa musiquinha.

Ela é deliciosa, leve, animada, e eu amei que o nome da banda é Iosonouncane, ou seja “Eu sou cão” em italiano.

Aviso! Você vai ficar com a melodia de Stormi na cabeça por muito tempo, sem conseguir cantar uma palavra sequer.

 

 

Luísa Sobral – O meu cão

Olá! Como está a sua segunda-feira? Eu sei. Não se preocupe. Eu tenho a solução.

Prometo.

Hoje por um acaso danado dos algorítimos da internet, me apareceu essa sugestão de cantora fantástica que eu nunca tinha ouvido falar. Luísa Sobral é uma portuguesa de 31 anos simplesmente fantástica. Cantora incrível, compositora, instrumentista. É sensacional.

Com uma criatividade e sensibilidade fora do comum, ela faz algumas das músicas mais fofas e lindas que ouvi nos últimos tempos. Não acredita? Escute e assista o clipe de O meu cão :

É tão fofinho que eu nem sei o que dizer. Parece que saiu direto da trilha sonora do filme Toy Story.

“Ah Paula. Mas eu não gosto de cães” – disse a pior pessoa do mundo.

Ok. Mas e de bebezinhos, você gosta? Sim né? Como não gostar? Então se emocione com o lindo clipe e música abaixo:

Quem já passou por aqui antes, sabe que eu adoro covers incríveis. Dá uma olhada nessa versão que Luísa fez de Wrecking Ball, da Miley Cyrus. Simplesmente incrível:

E olha que d+ ? A Luísa também tem um irmão super talentoso, chamado Salvador Sobral:

Viva a terrinha! ❤

Ana Frango Elétrico – Farelos

Hoje trago uma música inusitada e gostosinha de ouvir. Garanto que você vai ficar com a frase “I…have….only fareloshhhh!” na cabeça por um tempo. A música Farelos apareceu no meu shuffle e eu amei. Acho que você vai  curtir também:

Se você achou engraçado o nome Ana Frango Elétrico da cantora (eu também achei), eu te explico o porque: Ela se chama Ana Fainguelernt, e só queria um nome fácil de pronunciar que fosse parecido com seu sobrenome de verdade. Logo, Fainguelernt < Frango elétrico.

Se eu fosse aderir a essa ideia, acho que me chamaria Paula Vai lá. Melhor não?

Vou deixar aqui o disco todo, que é uma coisa meio psicodélica, meio tropicália, com uma vozinha suave, letras louquíssimas, e instrumentação muito legal:

 

La Femme – Où va le Monde

Hoje trago uma música punk francesa muito interessante, da banda La Femme.

A princípio eu só achava ela muito legal e dinâmica, fantástica de colocar bem alto no carro e dirigir animado por aí, ou colocar no foninho e fazer aquele mercado no pique (dona de casa,eu? magina). Mais uma música digna do selo “música de trilha sonora de filme” sim senhor.

Mas hoje parei pra ler a letra de Où va le monde , que significa “Pra onde vai o mundo?” e achei uma grandíssima pira. Fora que a letra é gigaaaante, tipo as músicas do LCD Soundsystem.

Voilà:

Essa bateria rapidinha é demais.

Se você gostou, vou deixar aqui mais uma música legal da banda, de 2013, Ressort:

Très bonn!

Carlos Lyra – Marcha da quarta-feira de cinzas

Feliz ano novo amiguinhos!

Hoje meu pai me passou uma música-medley maravilhosa do Carlos Lyra, que ele diz que fazia muito tempo que tentava encontrar, mas não encontrava de jeito maneira. Mais ou menos igual foi minha saga com Mistério do Planeta.

Fazia muito tempo que eu não ouvia Carlos Lyra, mas nessa música especialmente ele fala muito antes de cantar. E se me permitem, vou fazer um parênteses aqui: Carlos Lyra era um dos melhores amigos de Fernando Sabino, um dos meus escritores favoritos.

A escrita do Fernando Sabino é de contos muito ágeis, perspicazes e divertidos, com tiradas ótimas e inteligentes. E escutar o Carlos Lyra conversando com a platéia ao longo dessa música, me fez sentir estar ouvindo um audiobook do Sabino. Que almas criativas maravilhosas:

Bônus: nesse medley postado acima, Carlos Lyra canta Maria Moita, música que apareceu no último post com a música You Don’t Know Me, do Caetano. Inclusive, me corrigindo que Maria Moita é de Vinicius, e não de Carlos Lyra. Perdão pelo vacilo.

Mas voltando ao Carlos Lyra. Ele é um carioca pequeninho, dono de uma voz que eu acho fascinante. Muito potente e grave, afinação fantástica. Uma voz “larger than life”, porque ao mesmo tempo que ela é versátil e impressiona, parece que você se identifica, e gosta imediatamente.

Hoje é o dia de todo mundo voltar a trabalhar, depois de férias bem gostosinhas. Então trago a linda Marcha de quarta-feira de cinzas, que fala sobre o sentimento melancólico, porem animado com a perspectiva de voltar a trabalhar depois do carnaval.

 

Se você gostou dessa música, pode ouvir também no timbre lindinho da Nara Leão, em uma versão com coro maravilhoso no refrão, curto muito:

Aproveito pra deixar mais um fantástica do Carlos Lyra aqui, uma música que ele mesmo intitula como “minha primeira canção de protesto”. Prestem atenção na letra fantástica:

Olha que belezinha ele se apresentando no Sesc em 2013, com nada menos que 74 aninhos:

Bom ano a todos!