The White Stripes – The hardest button to button

Olá meu amiguinho que um dia já foi um jovem alternativo, como vai você?

Você se lembra do longínquo ano de 2003, quando os White Stripes surgiram com o maravilhoso clipe de The hardest button to button?

Eu lembro que foi do caralho.

White Stripes chegou chegando, cheio de ideias novas, e algumas normas malucas. Pra começar que a banda só tinha 2 integrantes: Jack White e Meg White, que nenhum repórter podia perguntar se eles eram irmãos, casados, ou não tinham parentesco nenhum. Daí eles só usavam roupas brancas, pretas e vermelhas sempre, e as entrevistas deles sempre eram muito doidonas. Era tudo muito massa.

Claro, além da música que acabei de postar, em 2003 o álbum Elephant deles também rendeu essa musiquinha aqui, que pode ser, talvez, quem sabe, que você já tenha ouvido ela um dia, será?

ERA MASSA DEMAIS ASSISTIR ESSE CLIPE NA TV.

White Stripes já me fez muito feliz, e toda vez que eu coloco uma roupa preta, branca e vermelha, instantaneamente começa a tocar músicas deles na minha cabeça.

Caso você não saiba dessa informação, acho válida deixa-la aqui: o Jack White é o grande responsável pela volta da comercialização de discos de vinil no mundo moderno da indústria da música. Quando ele lançou sua carreira solo, seu primeiro disco foi comercializado em vinil também.

Inclusive, o Jack é tão apaixonado por vinis que tem sua própria loja e sua própria fábrica de vinis em Detroit, que é SENSACIONAL simplesmente:

 

Anúncios

The Kills – Black Balloon

Depois do texto gigante de ontem, hoje vou me controlar pra escrever bem pouquinho hoje. Essa música é bem antiguinha e já fez muito a alegria da galerinha hipster de antigamente.

The Kills é uma banda formada pela dupla Alisson Mosshart e Jamie Hince (aquele que era marido da super modelo Kate Moss, quem lembra?) . A música que trago hoje, Black Balloon é de 2008, do terceiro álbum deles chamado Midnight Boom. Confesso que me lembro desse clipe passando na MTV e me bate uma nostalgia danada misturada com uma melancolia da própria música sempre que escuto.

A outra música deles que passava bastante na MTV era Last day of magic, com esse clipe bafão deles se estapeando. Eu lembro que eu achava a Alisson tão linda e cool, que eu usava um cabelo bem parecido com o dela na época, hehe. na verdade The Kills era a epítome do cool na época pra jovem Paula. Ainda é, eu diria.

Essa música vai te lembrar do jovem alternativo que você era lá em 2008:

E aí, deu pra se sentir 10 anos mais xovem?

Amy Winehouse – It´s my party

Essa música é muito legal na versão original, mas na versão da Amy Winehouse é muito mais legal. Ela fez esse cover em 2010, apenas 1 ano antes de morrer.

Adoro a letra : “a festa é minha e eu choro se eu quiser”. Isso é a minha cara, chorar na festa apenas porque sim, inclusive choro muito e sempre e em qualquer situação. Curtam a versão sensacional da dona Amy aí:

Caso você tenha ficado curioso achando que essa música era originalmente dela, vou deixar aqui a original, de 1963, performado pelas The Chiffons:

Teve outra versão que ficou muito famosa, usada em 1990 para o filme “Problem Child – O Pestinha” , que na minha humilde opinião, é uma das versões mais sem graças, que é na voz da Lesley Gore. Porem a cena do filme é ótima, vou deixar aqui pra relembrar os bons tempos de sessão da tarde, vou deixar AQUI, que por algum motivo o vídeo não está incorporando.

A festa é minha e eu choro se eu quiseeerr…!

The Kinks – Wonderboy

Recentemente conheci as músicas de um mocinho, aparentemente muito famoso e da turminha jovem, chamado Mac de Marco. Confesso que nunca tinha ouvido falar, e me senti com 300 anos de idade.

image

A primeira música que ouvi dele foi, aparentemente, uma das mais famosas, chamada “Salad Days”. Ouvi, achei legal, mas achei legal porque falei “pera, eu conheço isso”. Achei o som, a voz, os “lalalas” dele tão parecidos com músicas antigas do The Kinks, que preciso compartilhar com vocês, pra ver se mais alguém se sente assim.

image

Escutem Mac de Marco e seu Salad Days, de 2014:

Agora escutem Wonderboy do The Kinks, de 1967, e me digam se não lembra um montão:

Não é no mínimo engraçada a semelhança?

É como se a do Mac de Marco fosse a versão anos 2010 da música do Kinks.

Gostaram da comparação?

Confesso que me deu uma nostalgia danada. Quando eu tava na longínqua oitava série (lá em 2005), uma amiga minha foi pra Londres, e trouxe pra mim o CD DUPLO “Kinks – The ultimate collection”. Eu ouvi tanto esse cd no meu ~discman~ que foi um negócio de louco. Fiquei muito obcecada por essa banda e por esse cd por muito tempo. Decorei todas as músicas e mais um pouco.

Vou aproveitar o tema, pra deixar aqui a minha favorita do Kinks pra vocês:

Ahhh, Waterloo Sunset, que música linda.

LCD Soundsystem – Home

Essa música é de 2010. Lembro que essa banda começou a fazer sucesso entre a galera mais hipster por volta de 2008, mas eu nunca dei muita atenção. Só fui ouvir de fato, em 2017 mesmo.

Acho que tem algumas músicas/artistas/filmes/livros que a gente só passa a gostar depois de uma certa idade, depois de adquirir uma certa bagagem. Comigo foi assim com blues, pra falar a verdade. Eu nunca tive muita paciência pra ouvir blues até virar oficialmente aquela coisa que chamamos de “adulto”.

A musiquinha que trago hoje acho super legal e gostosinha. Falo pra todo mundo que pra mim ela parece trilha sonora de filme, de um momento de tomada de decisão, emocionante, em que o nosso protagonista querido decide fazer algo que vai mudar a vida dele.

Brincadeiras à parte, só gostaria de falar que acho muito legal a composição de algumas músicas do LCD sem refrão, que simplesmente vira um textão de letra infinita. Dá o play e imagina a trama do protagonista do seu próprio filme aqui:

A primeira música que fez eu me interessar em LCD Soundsystem foi All my friends, que preciso dizer: TAMBÉM parece uma PUTA DUMA TRILHA SONORA massa pra caramba. Na moral, é muito legal, emocionante, e com uma letra foda – novamente sem refrão.

Tem um comentário nesse vídeo do youtube muito legítimo, que diz:

My friend made me listen to this. Didn’t like it. Listened again. Didn’t think it was too bad. Haven’t stopped listening since.

Meu amigo me fez ouvir essa música. Não gostei. Ouvi novamente. Não achei tão ruim. Não parei de ouvir nunca mais.

É basicamente isso. Esses dias tava numa loja de shopping e essa música começou a tocar, e eu senti um TRECO genuíno. Uma mistura de “mas como caralhos que eu esqueci da existência dessa música” , “essa música é demais” , “essa é a parte no filme em que eu, se fosse  o protagonista, sairia correndo”. Minha mente funciona de um jeito inusitado, e quando eu gosto muito de uma música, ela me traz muitos sentimentos de uma só vez hehe.

Agora, se você é do role das interwebs, e tá pensando “De onde eu lembro dessa banda…”, pode ser que seja de um dos melhores virais musicais da internet so far. Em 2011, um cara tava ouvindo “New York I love you, but you´re but you´re bringing me down” e acidentalmente abriu uma janela a mais do Miles Davis tocando trompete lindamente no filme Elevator To The Gallows, e percebeu que ficou sensacional o trompete junto com a música. Então ele gravou o vídeo, sem edição nenhuma, apenas uma janela de música tocando por cima de outro. O  resultado é demais:

Agora me diz, você era da turminha que curtia LCD “before it was cool” ou da que descobriu agora?