Brenton Wood – Oogum Boogum Song

Hoje é quarta-feira, um dia meio perdido no meio da semana, mas mesmo assim tou me sentindo animada.

Hoje vou deixar uma musiquinha muito legal, 1000% digna do título “Música de trilha sonora” porque com certeza eu e você já ouvimos essa musiquinha por aí em algum filme ou episódio.

Oogum Boogum Song é de 1967, performada pelo maravilhoso Brenton Wood, cantor americano cujso maiores sucessos foram Oogum Boogum e Give me a little sign:

E aí, deu pra animar sua quarta-feira?

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Viva o Paulinho

Lembra quando você tava no colégio e seu professor de historia te ensinou sobre Eurocentrismo, aquela visão de que era a Europa vista como centro do mundo, e etc? Copiando da wikipedia: O eurocentrismo é uma visão de mundo que tende a colocar a Europa como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente a protagonista da história do homem.

Então, eu sou bem assim no mundo da música com BEATLECENTRISMO. Pra mim tudo de bom e inovador no mundo da música é graças aos Beatles e simples assim, e sem mais, e fim de papo e tchau e bença.

beatlecentrismo é uma visão de Paula que tende a colocar osBeatles como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente os protagonistas da história do homem.

Deu pra entender né?

Embora eu ame os Beatles como uma unidade, é inevitável termos nossos favoritos. Eu amo muito o George com seu jeito silencioso, amável e espiritual. Mas vamo abrir o jogo né moçada: o Paul é o verdadeiro gênio do rolê. O Paul é o fenômeno publicitário, criativo, descolado e intelectual da patotinha.

Na minha opinião o Paul é hoje o maior artista e gênio criativo vivo. Eu avisei que eu sou Beatlecentrista, logo, deu pra você desistir de ler lá em cima. Aqui não trabalhamos com imparcialidades.

E porque de todos os dias, logo hoje esse ode ao Sir Paul McCartney? Porque hoje é o aniversário do nosso querido Macca, 76 aninhos muito bem vividos, marcando a vida de milhões de pessoas por todo o mundo!

Eu tenho tanta coisa pra escrever aqui, que acho que vou acabar é não escrevendo nada pra não ficar um texto de 14 páginas. Já li tanto livro, já assisti tanto filme e documentário sobre essa carinha aqui que considero pacas, que olha. É amor demais e dava pra gente ficar um tempão conversando dele.

A primeira música que vou postar dele é nos Beatles. Yesterday é uma música que o Paul sonhou com a melodia, acordou e foi direto pro piano tocar pra não esquecer. Enquanto ele não conseguia pensar em uma letra pra essa melodia ele cantou “Scrambled eggs…Oh my baby how I love your legs…” algo como “Ovos mexidos…Oh meu amor como eu amo suas pernas”  e então ficou com essa melodia travada a essa letra em sua cabeça por tanto tempo, que demorou muito a conseguir compor a letra de Yesterday de fato. Ah, mais uma informação: Yesterday é a música mais regravada no mundo. Sem mais:

Tou suando aqui.  Tou fazendo uma curadoria de muitas músicas que amo desse cara tão maravilhoso, não é fácil. Vou jogar duas inusitadas aqui que eu amo muito, do White Album, que é o meu disco predileto.

Ia colocar Rocky Racoon, mas não achei o áudio original no youtube, e me recuso a num post de homenagem ao Paulie colocar o vídeo com outra pessoa cantando.

Então deixo só Honey Pie, que mostra toda a versatilidade vocal do Macca, fazendo aqui uma homenagem ao Fats Domino e seu estilo de cantar:

Em 2012 (se não me falha a memória) eu tive o privilégio de ver o show desse homem no RJ. E se você é fã de Beatles e nunca foi em um show do Paul, meu amigo, o que você tá esperando? É uma experiência extracorpórea, eu te prometo. Principalmente quando toca essa música aqui:

E essa aqui idem, é só escutar os acordes iniciais dessa música que já me dá um negócio só de lembrar de que um dia fui nesse show:

A primeira música que eu ouvi do Paul fora dos Beatles foi essa aqui embaixo, num disquinho 8 polegadas com ela de single. Emblemático as fuck. Gostei tanto que depois comprei o vinil do maravilhoso RAM que tem ela no lado A. Além de tudo, esse clipe é maravilhoso, mostra uns momentos fofíssimos de Paul&Linda na vida em família:

Pra fechar, vou deixar uma que pra quem é fã de Beatles mesmo, é sempre uma música muito emocionante. Here Today (Aqui hoje), é a música que Paul compôs pro John depois que ele morreu. Ela é tão emocionante, que até o próprio Macca se emociona cantando ela AQUI, já que excedi meu limite de vídeos por post.

Depois desse post eu consegui te converter pro Beatlecentrismo ou pro Mccartneymismo? Espero que sim.

Vida longa ao Macca! Não morre nunca Paul, pelo amor!

The Beatles – In my life

A vida adulta é uma coisa engraçada. A gente pula direto da adolescência, uma época em que a sua maior responsabilidade é passar no vestibular, direto pra um momento em que tudo é responsabilidade. Sua vida é guiada pelas suas responsabilidades, pelos seus afazeres e deveres, horários, comprometimentos, e a rotina vai se embaralhando com isso tudo.

No meio disso aí a gente vai aprendendo a conviver com várias coisas: ficar doente e não ter aula pra faltar, conquistar coisas muito de gente grande como uma casa ou um carro, ver amigos da sua idade tendo filhos, dentre várias outras coisas boas e ruins de ser adulto.

E uma das coisas que eu tinha muita resistência antes de ser adulto era ir em velório. Pra mim era algo impossível de lidar: gente que você ama morrendo e sendo velada, as pessoas chorando, todo mundo sentado em volta do caixão, aquele cerimonial todo. Mas a vida ensina que você só pode fugir desse tipo de situação até um certo ponto.

Vai chegar uma hora que não dá mais pra fugir, e você simplesmente começa a ir. E aí aconteceu comigo algo interessante: o que parecia impossível de lidar, passou a ser um ritual importante pra minha forma de processar as coisas, pra assimilar de fato o que está acontecendo ao invés de ficar em negação.

Porque diabos que eu tou dizendo tudo isso num blog de música do dia, você deve estar pensando. Bem, hoje estou indo no meu segundo velório em 5 dias, e confesso que a frequência me foi inusitada.

Fiquei reflexiva, é triste ver os sonhos sendo interrompidos, a vida das pessoas ao redor sendo modificada pra agora contornar a ausência daquele que já não existe mais. Não é tristeza propriamente dita, é reflexão nua e crua.

Sempre que alguém morre perto de mim, fico pensativa com as minhas escolhas, minha rotina, minha convivência diária com todos ao meu redor, enfim. Pra mim sempre vale pra me lembrar que não estamos no controle de nada, quando é pra algo acontecer, simplesmente acontece, e que por mais que em vida você consiga dar um jeito em tudo, na morte não se dá.

Pra não fugir com o propósito desse texto, vou deixar aqui uma música que pra mim representa muito bem esse momento, In my lifedos Beatles. Uma das melhores músicas daquela que é a melhor banda de todos os tempos.

Nat King Cole – Unforgettable

Olá amiguinhos

Essa que vos fala tirou alguns dias de férias, por isso o bloguinho deu uma morrida. Mas agora estamos de volta!

Hoje foi o primeiro dia pós viagem que parei pra ver as fotos que foram tiradas. Logo que eu comecei a passar pelas fotos, começou a tocar essa música e eu achei muito lindo.

Nat King Cole é aquela coisa meio mítica quando começa a tocar, porque realmente é trilha sonora de muita coisa. Tudo que é filme, série, propaganda, etc já usou essa música e outras dele pra ilustrar momentos especiais.

Unforgettable significa inesquecível, que eu acho que é uma boa característica pra qualificar sua viagem de férias:

A letra dessa música é lindíssima, super romântica, casamento-worthy mesmo.

Aqui temos Nat Cole cantando ao vivo no programa que ele tinha na TV. Seu programa estreou em 1954, e foi o PRIMEIRO e ÚNICO na época programa de auditório comandado por um negro na televisão. Infelizmente, só durou 13 meses no ar por total falta de patrocínios. Uma tristeza:

No Netflix tem um documentário chamado “Nat King Cole : Afraid of the dark” que é sensacional. Nele conta o tanto de preconceito que o Nat sofreu quando  fez seu programa de televisão, quando se mudou para um bairro rico dominado por brancos, quando acharam uma boa ideia pintar o rosto dele de branco pra aparecer na tv e “enganar” o público… simplesmente muitos fatos chocantes, e uma trajetória incrível apesar disso tudo. Aqui vai um trailer:

De quebra, vou deixar outra linda música digna de trilha sonora dele, que sempre que escuto fico muito feliz, espero que também te traga uma alegriazinha pro dia de hoje:

Se não me falha a memória, essa é a música que abre o filme “Harry & Sally – Feitos um para o outro”.

Músicas lindas pra dar uma graça na tarde!

Beth Carvalho – Andança

Ontem postei a linda Retalhos de Cetim, que me lembrou essa música de hoje, já que a Beth Carvalho diz no meio da música “vestido de cetim…”, é como se elas se conversassem.

Muita gente coloca pela internet pro aí a frase “Por onde for, quero ser seu par”, mas muito provavelmente não sabem de onde é. É dessa música linda, de Paulinho Tapajós, Danilo Caymmi e Edmundo Souza.

Versão linda da Beth Carvalho com super backing vocals:

Agora olha que diferente essa versão, bem sessentinha da Beth Carvalho com os Golden Boys. Muito diferente, e ainda assim muito interessante. Me parece que é de 1968 essa versão:

Tem muita gente que conhece essa música na versão de 1969 da Elis Regina, mas eu ainda prefiro a da Beth Carvalho. Mesmo assim, segue com arranjos musicais lindíssimos e estilo bem moderninho pra época:

Ah que música linda pra ficar na cabeça!

Amy Winehouse – It´s my party

Essa música é muito legal na versão original, mas na versão da Amy Winehouse é muito mais legal. Ela fez esse cover em 2010, apenas 1 ano antes de morrer.

Adoro a letra : “a festa é minha e eu choro se eu quiser”. Isso é a minha cara, chorar na festa apenas porque sim, inclusive choro muito e sempre e em qualquer situação. Curtam a versão sensacional da dona Amy aí:

Caso você tenha ficado curioso achando que essa música era originalmente dela, vou deixar aqui a original, de 1963, performado pelas The Chiffons:

Teve outra versão que ficou muito famosa, usada em 1990 para o filme “Problem Child – O Pestinha” , que na minha humilde opinião, é uma das versões mais sem graças, que é na voz da Lesley Gore. Porem a cena do filme é ótima, vou deixar aqui pra relembrar os bons tempos de sessão da tarde, vou deixar AQUI, que por algum motivo o vídeo não está incorporando.

A festa é minha e eu choro se eu quiseeerr…!

Bobby Darin – Somewhere beyond the sea

Eu amo essa música no mesmo esquema da Mistério do Planeta. Ouvi pela primeira vez numa propaganda de perfume da Lacoste, e ela nunca mais saiu da minha cabeça.

Tempos depois, assisti o maravilhoso filme The Goodfellas, e ela aparece numa cena ótima, a que eles preparam comida na prisão.

Medium rare?! Hmmm an aristocrat!” – Amo essa fala, hehe.

O Bobby Darin é um performer incrível, com uma história de vida bem interessante. Desde criança ele foi diagnosticado com uma doença cardíaca bem tensa, e foi advertido a não brincar muito com as outras crianças, fazer poucas atividades, ser mais recluso, etc. Depois de “moço”, decidiu viver a vida alucinantemente, como se cada dia fosse o último.

Frank Underwood, digo, o Kevin Spacey produziu, dirigiu e atuou em um filme biográfico de Bobby Darin, chamado “Uma vida sem limites”, porem nunca assisti.

Mas voltando ao Bobby Darin da vida real, como vocês sabem, eu amo muito apresentações ao vivo incríveis, quando os performers improvisam no meio da música, quando conversam com a plateia, enfim, então olha só essa versão de oito minutos, com muito bom humor, de Beyond the sea. Eu gosto demais, Bobby é um entertainerde primeiríssima:

Class act né? Viram que ele misturou um pouquinho de A-tisket-a-tasket no meio? Como eu adoro esses pout-pourris improvisados.

Tem outra música do Bobby que adoro, mas ela é tão boa que merece um post só pra ela.

Pra fechar, vou deixar um cover bem lindo no ukulele+voz, uma interpretação bem moderna e atual, e muito fofinha.

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