Dê um Role – Gal Costa

Essa é uma música sensacional, originalmente dos Novos Baianos, mas aqui trago interpretada pela inigualável Gal Costa.

Essa é uma versão ao vivo de 1971, com uma instrumentação foda, e um baixo sensacional do começo ao fim.

Adoro algumas frases dessa música, que me parecem muito lindas pros tempos malucos que estamos vivendo:

“Enquanto eles se batem
Dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia
Eu não tenho nada
Antes de você ser, eu sou
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés”

 

Curta, e fique com ela na cabeça o resto do dia:
Agora, caso você queira conhecer a versão dos Novos Baianos, que é igualmente fantástica (embora, se eu pudesse eliminar essa flauta incômoda, eu o faria), segue abaixo. Boa sorte tentando escolher sua favorita:
Anúncios

Junip – Oba, lá vem ela

Sabe a maravilhosa música Oba, lá vem ela de 1970 do Jorge Ben?

Você já parou pra pensar como ela seria se fosse regravada por uma dupla de suecos do folk rock eletrônico? Provavelmente não. Mas garanto que é demais, e no mínimo, inusitado. Curta a versão daoríssima da banda Junip, de 2013:

Até que falam muito bem nosso portuguesinho, né não?

Mas nem só de covers de samba vivem os meninos do Junip. Eles também fazem aos boas e velhas musiquinhas indie bonitinhas. Se você ficou curioso e quer ouvir mais, segue uma playlist deles (embora confesso que gosto mais da versão que acabamos de ouvir):

E se você, assim como eu, gosta muito de Jorge Ben, eu já fiz um post aqui indicando um álbum inteiro dele, de tão incrível que é.

Viva o Paulinho

Lembra quando você tava no colégio e seu professor de historia te ensinou sobre Eurocentrismo, aquela visão de que era a Europa vista como centro do mundo, e etc? Copiando da wikipedia: O eurocentrismo é uma visão de mundo que tende a colocar a Europa como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente a protagonista da história do homem.

Então, eu sou bem assim no mundo da música com BEATLECENTRISMO. Pra mim tudo de bom e inovador no mundo da música é graças aos Beatles e simples assim, e sem mais, e fim de papo e tchau e bença.

beatlecentrismo é uma visão de Paula que tende a colocar osBeatles como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente os protagonistas da história do homem.

Deu pra entender né?

Embora eu ame os Beatles como uma unidade, é inevitável termos nossos favoritos. Eu amo muito o George com seu jeito silencioso, amável e espiritual. Mas vamo abrir o jogo né moçada: o Paul é o verdadeiro gênio do rolê. O Paul é o fenômeno publicitário, criativo, descolado e intelectual da patotinha.

Na minha opinião o Paul é hoje o maior artista e gênio criativo vivo. Eu avisei que eu sou Beatlecentrista, logo, deu pra você desistir de ler lá em cima. Aqui não trabalhamos com imparcialidades.

E porque de todos os dias, logo hoje esse ode ao Sir Paul McCartney? Porque hoje é o aniversário do nosso querido Macca, 76 aninhos muito bem vividos, marcando a vida de milhões de pessoas por todo o mundo!

Eu tenho tanta coisa pra escrever aqui, que acho que vou acabar é não escrevendo nada pra não ficar um texto de 14 páginas. Já li tanto livro, já assisti tanto filme e documentário sobre essa carinha aqui que considero pacas, que olha. É amor demais e dava pra gente ficar um tempão conversando dele.

A primeira música que vou postar dele é nos Beatles. Yesterday é uma música que o Paul sonhou com a melodia, acordou e foi direto pro piano tocar pra não esquecer. Enquanto ele não conseguia pensar em uma letra pra essa melodia ele cantou “Scrambled eggs…Oh my baby how I love your legs…” algo como “Ovos mexidos…Oh meu amor como eu amo suas pernas”  e então ficou com essa melodia travada a essa letra em sua cabeça por tanto tempo, que demorou muito a conseguir compor a letra de Yesterday de fato. Ah, mais uma informação: Yesterday é a música mais regravada no mundo. Sem mais:

Tou suando aqui.  Tou fazendo uma curadoria de muitas músicas que amo desse cara tão maravilhoso, não é fácil. Vou jogar duas inusitadas aqui que eu amo muito, do White Album, que é o meu disco predileto.

Ia colocar Rocky Racoon, mas não achei o áudio original no youtube, e me recuso a num post de homenagem ao Paulie colocar o vídeo com outra pessoa cantando.

Então deixo só Honey Pie, que mostra toda a versatilidade vocal do Macca, fazendo aqui uma homenagem ao Fats Domino e seu estilo de cantar:

Em 2012 (se não me falha a memória) eu tive o privilégio de ver o show desse homem no RJ. E se você é fã de Beatles e nunca foi em um show do Paul, meu amigo, o que você tá esperando? É uma experiência extracorpórea, eu te prometo. Principalmente quando toca essa música aqui:

E essa aqui idem, é só escutar os acordes iniciais dessa música que já me dá um negócio só de lembrar de que um dia fui nesse show:

A primeira música que eu ouvi do Paul fora dos Beatles foi essa aqui embaixo, num disquinho 8 polegadas com ela de single. Emblemático as fuck. Gostei tanto que depois comprei o vinil do maravilhoso RAM que tem ela no lado A. Além de tudo, esse clipe é maravilhoso, mostra uns momentos fofíssimos de Paul&Linda na vida em família:

Pra fechar, vou deixar uma que pra quem é fã de Beatles mesmo, é sempre uma música muito emocionante. Here Today (Aqui hoje), é a música que Paul compôs pro John depois que ele morreu. Ela é tão emocionante, que até o próprio Macca se emociona cantando ela AQUI, já que excedi meu limite de vídeos por post.

Depois desse post eu consegui te converter pro Beatlecentrismo ou pro Mccartneymismo? Espero que sim.

Vida longa ao Macca! Não morre nunca Paul, pelo amor!

Beth Carvalho – Andança

Ontem postei a linda Retalhos de Cetim, que me lembrou essa música de hoje, já que a Beth Carvalho diz no meio da música “vestido de cetim…”, é como se elas se conversassem.

Muita gente coloca pela internet pro aí a frase “Por onde for, quero ser seu par”, mas muito provavelmente não sabem de onde é. É dessa música linda, de Paulinho Tapajós, Danilo Caymmi e Edmundo Souza.

Versão linda da Beth Carvalho com super backing vocals:

Agora olha que diferente essa versão, bem sessentinha da Beth Carvalho com os Golden Boys. Muito diferente, e ainda assim muito interessante. Me parece que é de 1968 essa versão:

Tem muita gente que conhece essa música na versão de 1969 da Elis Regina, mas eu ainda prefiro a da Beth Carvalho. Mesmo assim, segue com arranjos musicais lindíssimos e estilo bem moderninho pra época:

Ah que música linda pra ficar na cabeça!

Baden Powell – Canto de Ossanha

Hoje trago uma música sensacional.

Estou meio sumida por aqui e justifico: é por pura raiva. Recentemente postei 2 posts super legais que simplesmente sumiram, não entendi porque.

Mas a última música que postei e foi apagada foi a dramática e linda A flor e o espinho, e fiz todo um textão por ninguém dar a devida atenção ao Nelson Cavaquinho. Só pra não passar em branco essa indicação sensacional, vou deixa-la aqui.

Hoje trago outra música muito legal, de Baden Powell, Vinícius e Quarteto em Cy. Nesse link do vídeo que vou postar aqui, tem toda uma história descritiva dessa música e álbum, e da parceria do Baden e do Vinicius:

“Eu não sou ninguém de ir, em conversa de esquecer, a tristeza de um amor que passou…”

Agora respeita o Baden Powell dedilhando the fuck off desse violão, ENQUANTO segura um cigarro acesso no mindinho, pqp:

Aqui temos um pout-pourri de algumas canções sensacionais além de Canto de Ossanha, com um time pouco pica no palco: Baden Powell, Miucha, Vinicius de Moraes, Toquinho e Tom Jobim.

Sem mais, eu diria!

Tim Maia – Ela partiu

Hoje trago uma música sensacional, do Tim Maia.

Acredito que pra muitas 90s kids como eu, o Tim Maia pode correr o mesmo risco que o Jorge Ben, que é lembrarmos/ conhecermos só as músicas mais cafonas e mais populares dos anos 1980 e 90, mesmo tendo MUITA coisa boa perdida pros anos atrás.

Essa música é soul em todos os aspectos: instrumental, vocal, na letra, é demais. É daquelas que depois que você aprende a letra, você só canta muito alto, de olhos fechados olhando pra cima, hahaha.

Curtam Ela Partiu, de data incerta pelas minhas pesquisas, mas a mais acurada me parece ser 1974:

Essa música é tão boa e com uma balada tão icônica, que virou sample pra música também ótima e pesada, com letra emocionante dos Racionais Mc´s , Homem na estrada. Acho importante falar que essa música do Racionais é de 1993, e a crítica dela é tão atual, que parece que foi lançada esse mês.

Acho importante  e um pouco indispensável deixar aqui esse vídeo sensacional do Tim tocando bateria ao vivasso. É uma pena que tem pouquíssimos vídeos de apresentações ao vivo dele no youtube.

Embora tenha poucas apresentações ao vivo dele, tem muitas entrevistas maluconas e legais. Recomendo assistir se você gosta dele!

Ella Fitzgerald – Sunshine of your love

“Que? Não, pera. Sunshine of your love não é do Cream?” – Sua cabeça, nesse momento.

Sim meu jovem.

Essa música é do Cream. Ou melhor, era.

  • Brinks, a gente zoa, mas a do Cream é boa também. Vamo deixar o Eric Clapton ser feliz sim.

Mas agora escuta a primeira dama da música cantando, e esqueça que algum dia o Cream já cantou Sunshine of your love.

Sério, olha os instrumentos de sopro substituindo a guitarra. É muito bom.

Eu sou tão fã da Ella, que ela só perde pros Beatles na quantidade de discos na minha coleção. Tenho ela ao vivo, em estúdio, cantando Tom Jobim, de dupla com o Louis Armstrong, cantando Porgy&Bess, sucessos da década de 40, de 50, de 60, cantando Beatles. Tem alguma dúvida que cada um desses discos dá um post?

A Ella é na minha opinião uma das maiores performers que já existiu. Ela faz umas improvisações excelentes ao vivo. Conversa com a plateia (normalmente no ritmo da música), troca palavras da letra original, altera melodias, reclama de fatos aleatórios no meio da apresentação, e né, faz covers incríveis de músicas famosas.

Olha ela ao vivo no festival de jazz de Montreal de 1969. Aqui ela tinha 52 anos, aceite:

Quando disse que ela “reclama” no meio das apresentações, é sempre com muita educação, mas eu sempre acho O MÁXIMO. Simplesmente O MÁXIMO MESMO.

Olha ela nessa apresentação de Blue Moon, em que ela canta perfeitamente no ritmo da música:

“Now it´s a pitty / What they ask us to sing/ This request…. And so we try our best… To prove that we are not/ That we are not afraid/ To sing a number 1 hit in the hit parade/ They say “If you can´t beat them, join them” / Ando so we did…and so we did/ But it´s a pitty, to take pretty pretty tune, like Blue moon, and mess up such a pretty tune…like this!”

Traduzindo toscamente:

“Veja só, é uma pena/ Quando eles pedem pra gente cantar/ Essa música… Então nós vamos tentar o nosso melhor… Pra provar que nós não/ Que nós não temos medo / De cantar uma música número no 1 nas paradas de sucesso/ Eles dizem “se você não pode vencê-los, junte-se a eles…” / E assim nós fizemos…/ Mas é uma pena, pegar um som bonito, igual Blue moon, e bagunçar tanto um som tão bonito…desse jeito!”

Tenho em um disco ela cantando My satin doll ao vivo, e no começo ela canta “ O que aconteceu com o meu microfone???? Obrigada!!!” . Eu sempre adoro, mas não achei nenhum vídeo no youtube com essa.

E já que me empolguei e postei a Ella fazendo covers incríveis, pega ela cantando nada menos que Hey Jude dos Beatles (fazendo coração com a mão infinito, até a próxima encarnação)

Provavelmente vou postar mais muitas vezes sobre a Ella Fitzgerald. Já falei que gosto bastante?