Neil Young – Heart of gold

Well guys, sorry for the MIA I’ve been pulling off in here, but things have been a little crazy lately. Who said it was easy to be a modern gipsy in Italy with one unit of husband and one unity of dog?

Well, this morning I woke up feeling like it has been a long time since I didn’t listen to some good classics of my playlists. Those kind of songs that are always good to listen, no matter how is your mood for the day. Beautiful and meaningful songs. Here’s one of them, for you to start your week in the right mood:

 

I find Heart of gold a very emotional and touching song, for me, it is one of those songs that you really must stop everything you’re doing in order to pay attention to it.

How could we categorize mister Neil Young? Folk, rock, country? What about all of them? This guy is awesome and that’s it. Here’s a longer, but plain ol’ AWESOME song, Down by the river:

 

Another one I love is the classic Harvest Moon, I don’t know, it’s like this song (and it’s videoclip) are able to transport you into another time, age, universe where everything is just so simple, so happy and carefree:

You know I couldn’t leave without adding Old Man to this fantastic post.

By the way, if you enjoy Neil Young, his youtube channel is stocked with awesome videos and lots lots lots of great songs in many different versions. Enjoy!

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Olá amiguinhos, desculpem ter sumido momentaneamente, mas devo admitir que as vezes a minha mentalidade de “ano sabático” engloba todas as partes da vida, inclusive esse humilde bloguinho.

Hoje acordei nesta segunda feira pensando como faz tempo que eu não escutava canções clássicas das minhas playlists, canções que estão lá há muito tempo, e que sempre são fantásticas. Canções que vão bem com qualquer momento e tipo de humor, pois sempre acrescentam alguma coisa.

Heart of Gold é uma canção muito emocional e tocante. Pra mim é aquele tipo de música que você absolutamente tem que parar o que está fazendo pra prestar atenção.

Como poderíamos categorizar o sr. Neil Young: folk, rock, country? Todos juntos? Não importa, o que importa é que ele é simplesmente foda e sempre tem alguma canção que combine com seu humor do dia, como a incrível Down by the river:

OUtra canção que adoro é Harvest moon. Parece que ela (e seu clipe) te transportam pra um momento no tempo maravilhoso, em que tudo é feliz e despreocupado:

Não poderia ir embora sem deixar Old man aqui né? Aliás, se você é fã do trabalho do Neil Young, o canal dele no youtube é recheado de músicas, entrevistas , versões ao vivo etc etc. Imperdível!

Darlene Love

Vocês conhecem Darlene Love?

Eu a conheci há poucos anos atrás, quando assisti pela primeira vez o maravilhoso “20 feet from stardom  (A um passo do estrelato)”, que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2014, e é definitivamente um dos meus documentários favoritos. Se você ainda não assistiu, não deixe de ver, é sensacional e tem no Netflix.

Já escrevi aqui várias vezes sobre o meu amor e admiração sem limites por backing vocals. Esse documentário mostra a realidade de algumas das backing mais emblemáticas da história da música, e como alguns dos maiores hits do mundo da música não fariam sentido nenhum sem elas.

Uma delas, é a sra. Darlene Love. Embora esse documentário trate de várias performers e de toda a realidade da cena das backing na indústria músical, a Darlene ganhou muito destaque nele. No filme, Darlene conta um pouco sua história incrível de sucesso, tragédia e superação. Além claro, de nos presentear com performances incríveis.

Eu sou tão apaixonada por ela, que me sinto na obrigação de compartilhar suas apresentações com quem não conhece. A energia dela no palco é uma coisa inédita, na minha opinião. Não tem ninguém igual. Tenho a sensação que sempre que ela está cantando ela tá tão feliz, tão grata, tão ciente do talento incrível que ela tem, que acho sempre comovente.

Sempre que vejo pelas redes sociais, portais de notícia e etc. histórias incríveis de superação, de gente se reinventando, dando novos rumos pra vida, começando de novo, lembro da Darlene Love. Vou tentar resumir aqui brevemente o que aconteceu com ela, mas sigo recomendando que você assista o 20 feet from stardom.

Como muitos outros que passaram aqui, Darlene começou a cantar no coral da igreja. Com sua voz incrível, chamou atenção. Então, em 1957 ela entrou pro seu primeiro grupo musical, as The Blossoms, que segundo Darlene, eram responsáveis por 99% dos backing vocals de músicas famosas naquela época, de artistas como por exemplo Sam Cooke, Cher, Elvis Presley, Dionne Warwick, Beach Boys, e muitos outros.

Em 1962 ela começou a trabalhar com o famoso produtor Phil Spector, e foi aí que começou sua derrocada. Phil Spector lançou várias músicas em que era Darlene quem cantava, porem ele creditava a outras cantoras/grupos, nunca revelando quem era a real voz por traz daqueles sucessos. Em 1962 o single “He´s a Rebel, gravado por Darlene estourou. Mas o problema é que ele foi lançado como se fosse da banda The Crystals, sem dar nenhum crédito a Darlene. Isso obviamente gerou uma briga entre Darlene e Phil, e assim que seu contrato com ele terminou, Darlene se viu finalmente livre e foi para outra gravadora, na tentativa de finalmente ter um disco seu gravado, com todos os devidos créditos, e a chance de sucesso.

Porém essa liberdade não durou muito tempo. Em poucos meses, essa nova gravadora vendeu seu contrato de volta para os poderes de Phil Spector. E foi assim que a carreira de Darlene acabou. Como ela estava sob o poder de Phil, ela simplesmente não gravava nada e não tinha nada lançado. Dessa forma, ela seguiu apenas como backing vocal, para artistas como Dionne Warwick.

No final da década de 1970, os artistas já não tinham mais muito interesse em backup singers, então o que aconteceu com a Darlene? Virou faxineira.

Isso mesmo. Ela desistiu de perseguir o sonho de cantar, e virou faxineira. Até que um dia, enquanto limpava o banheiro de outra pessoa, ela ouviu no rádio o single Christmas (Baby Please Come Home), que ela havia cantado em 1963 e novamente havia sido creditado a outra pessoa, e então ela decidiu que aquilo não era certo, e ela deveria voltar a cantar.

E foi isso aí. Com mais de 40 anos de idade, por volta de 1982-1985, ela voltou a se apresentar, e voltou a fazer sucesso. Em 1986, ela foi convidada a apresentar a música Christmas (Baby Please Come Home),no programa Late Show with David Letterman, e o apresentador disse a ela que essa era sua música favorita de natal. Desde então, Darlene se apresentou por 25 anos consecutivos no programa com essa música, e se comprometeu a não cantá-la em outros programas de TV.

Em 1987 ela apareceu no filme Máquina Mortífera como Trish Murtaugh, esposa do Roger Murtaugh, e daí em diante, sua carreira só decolou.

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Em 2011, ela foi incluída no Rock and Roll hall of fame, com um discurso emocionado – em que, acredite, ela agradece muito Phil Spector – e uma linda apresentação com Bette Midler e Bruce Springsteen, que deixo aqui pra quem quiser assistir:

E no ano de 2014 ela fez sua última apresentação de natal, maravilhosa, no Letterman. Só foi a última porque o David Letterman se aposentou em maio de 2015. Se não fosse por isso, acredito que ela teria cantado até o último natal, sem dúvidas. Dá uma olhada, e só pra lembrar, aqui ela estava com 73 anos. É isso mesmo que você leu, setenta e três!

Pra fechar com chave de ouro, vou deixar aqui o momento em que 20 feet from stardom ganhou o Oscar, e a Darlene sobe junto ao palco, e pra agradecer, entoa o hino de louvor “His eye is on the Sparrow” , em que ela começa cantando “Eu canto, porque eu sou feliz, eu canto porque sou livre…”

Ainda hoje Darlene se apresenta ao vivo, tem canal no Vevo, e pelo que vi ela lançou um disco em 2016. Que energia, não é? Acho grandioso da parte dela que sempre que questionada sobre Phil Spector ela elogia, falando que não teria uma carreira se não fosse por ele. Sempre em suas entrevistas ela também fala muito sobre sonhos, objetivos, e manter o foco apesar das adversidades. Se você gostou da indicação de hoje, recomendo procurar entrevistas dela, são sempre legais de assistir.

Depois dessa, eu diria…que nunca é tarde pra recomeçar?

The Clash – Charlie don´t surf

Olha.

Não me levem a mal.

Sei que a temática praia e surf tá meio presente ultimamente, mas eu prometo que essa não é uma música de praia nem de surf.

Quem conhece The Clash?Todo mundo, né?

Mas o que você conhece de The Clash além de Should I stay or should I go , que agora t o d o m u n d o conhece graças a Stranger Things?

Muito bem. Eu adoro músicas meio desconhecidas e subestimadas de bandas super famosas com megahits.

Charlie don´t surf é a minha favorita do The Clash.

Pesquisando na internet, encontrei vários significados diferentes pra essa música, mas cada fonte fala uma coisa.

Tem gente que fala que é referente ao Charles Manson, mas muita gente desmente essa vertente.

A maioria das fontes diz que é uma referência à guerra do Vietnã. Victor Charlie = Viet Cong, então Charlie seria uma forma de chamar os vietcongs.

No filme Apocalypse Now, o coronel Kilgore quer justificar a tomada da praia de Mekong Delta para que os soldados possam surfar. Um dos soldados fala “ Mas lá é o ponto dos Charlie! (Charlie´s point)” E então o Kilgore grita “Charlie don´t surf!”

Outra referência da música pro filme, é o cheiro de napalm.

Na música, o Clash canta “Charlie´s gonna be a napalm star”

E finalmente, a música do Clash:

“ Everybody wants to rule the world
Must be something we get from birth “

Jack Johnson – Escape

Pensa numa música apropriada pra uma segunda-feira? RISOS.

Essa música é muito interessante. Se você chama-la de “Escape”, ninguem vai saber que música é. Mas se você falar que é a “The Piña Colada Song” ah, pronto. Resolvido.

Todo mundo conhece o refrão “If you like Piña Coladaaaasss….”, mas pouca gente já parou pra prestar atenção na história toda da música. Vou resumir pra vocês:

Um marido entediado com o casamento lê na coluna de anúncios pessoais uma pessoa que diz que gosta de piña colada, tomar banho de chuva, não gosta de yoga, etc. . Ele se interessa e responde “Sim eu gosto de piña coladas, e tomar banhos de chuva (sempre o refrão)”, e você percebe em alguns momentos que ele se sente mal de fazer isso com a esposa dele, mas vai em frente mesmo assim.

Daí eles marcam de se encontrar num bar, e quando ele chega no bar, qual não é a surpresa dele ao descobrir que a moça do anúncio era a própria espoda dele? RISOS, porém de nervoso, eu diria.

Daí a música termina com “Eu nunca soube que você gostava de PIña Coladas…E tomar banho de chuva…”

Essa é  a versão original, super 80 (ah, nesse vídeo tem a letra da música, se você quiser acompanhar a historinha que eu te contei):

E essa é a versão fofíssima e maravilhosa do Jack Johnson, que foi feita pro filme “A vida secreta de Walter Mitty”, aquele do Ben Stiller.

Você pode estar pensando : “Pera, eu já vi Jack Johnson e Ben Stiller juntos, mas não foi aí” . Não foi mesmo. Foi aqui, no clipe fofo e divertido de Taylor, de 2003.

Never gonna give you up

Esse post vai ser ótimo. Se preparem.

Eu queria postar pra vocês uma música que gosto muito dos Black Keys, chamada Never gonna give you up, que é super sentimental e emocionante. Fazia tempo que eu não ouvia, e hoje deu uma vontade.

Daí coloquei o nome no search do youtube, e apareceu várias outras “Never gonna give you up” antes da dos Black Keys.

Daí meu primeiro pensamento foi “ Hum, será que a do Black Keys é uma versão cool e descolada de uma música obscura dos anos 80?”, tipo “It´s my life do No doubt, que é uma versão modernosa da música de 1984 do Talk Talk. Não sabia? Clique para ouvir aqui a do NO DOUBT e aqui pra do TALK TALK. Massa né?

Mas voltando, RISOS quando abriu o NEVER GONNA GIVE YOU UP do Ricky Astley e começou a tocar e já me dei conta de que música que era. Daí comecei a assistir o clipe e fiquei fascinada, e me senti na obrigação de compartilhar:

Caso alguém ainda esteja interessado no objetivo inicial desse post, segue aí a Never gonna give you up dos Black Keys. Essa foi oficialmente a melhor confusão da qual eu já fiz parte. RISISSIMOS.

Bruce Springsten – Dancing in the dark

Olha, se você que só conhece “Born in the USA” do Bruce já torceu o nariz e falou “eu hein”, por favor ,curta esse som e depois nos falamos.

Essa música é demais, meu irmãozinho.

Tudo nela é demais. O vocal, o ritmo, a voz, e a letra é maravilhosa. Eu fico triste de verdade quando essa música acaba. Por mim ela podia durar horas.

Eu só conheci essa música recentemente, embora ela seja de 1984. Mas o clipe dela pra mim é maravilhoso. Tudo que tem de daora dos anos 80 tá aqui.

O Bruce Springsteen tá lindo maravilhoso (não vamos enganar ninguém aqui), a roupa dele pra mim é o máximo, a energia, a performance, e quando você acha que não dá pra melhorar, ele chama pra dançar com ele no palco uma bem novinha COURTNEY COX.

ELA MESMO, A MONICA GELLER DE FRIENDS com seus 20 aninhos.

(aliás, queria fazer uma observação de baixíssima importância, mas pq não, já que estamos aqui? Ironicamente hoje eu tou com EXATAMENTE o mesmo look da Courtney Cox nesse clipe. Cabelinho pixie, camiseta branca masculina, jeans azul de cintura alta. Só que ela tá de converse e eu de nike airmax.)

Eu amo a estética 80s, amo a energia (já falei, mas é pra dar ênfase mesmo). Apenas curta muito esse som, que já a gente fala da letra:

Cêis tambem acham o Bruce Springsteen de 84 parecido com o Hugh Jackman de hoje?

Acho tão linda a letra. Ela fala muito sobre estar frustrado no seu atual estado, estagnado, de querer provocar mudanças, enfim. Contagiante, pra dizer  o mínimo:

“I check my look in the mirror
I wanna change my clothes, my hair, my face

Man, I ain’t getting nowhere
I’m just living in a dump like this
There’s something happening somewhere
Baby I just know that there is

You can’t start a fire
You can’t start a fire without a spark “

Como essa música é maravilhosa, ela tem muitos covers acústicos sensacionais. Esse aqui é demais:

Esse aqui é muuuuito bom também. Um pouco melancólico, mas lindo d+++

A minha diquinha pra você hoje é: coloque essa música HOJE na sua playlist. Segunda feira de manhã quando você for trabalhar, coloca ela no carro pra tocar bem alto. E prometo que você  vai chegar pelo menos uns 5% mais animado pra trabalhar. Chegue mais animado, ou seu dinheiro de volta.

You can´t start a fire without a spark!