Pomplamoose – Eleanor Rigby (cover)

Eu adoro quando o youtube / spotify me sugerem músicas novas. Muitas vezes aparece coisas que já conheço ou que são ruins, mas muuuuitas vezes aparecem muitas  coisas legais.

Se você já conhece esse bloguinho, sabe que eu amo profundamente covers incríveis, quando os artistas trazem estilo autoral à música original e deixam ela diferentona e incrível.

E se você de fato já conhece esse bloguinho, não precisamos nem dizer qual o sentimento por aqui em relação a Beatles, não é?

Olha que demais esse cover feito pela dupla americana Pomplamoose da já sensacional Eleanor Rigby dos Beatles, só que aqui com apenas voz+baixo+piano:

É uma versão suave de uma música tão intensa. Não tem como não se surpreender, não é?

Mas esses mocinhos super talentosos tem muitoooos covers incríveis! Olha esse de Killing me softly, que lindo, que harmonia vocal sensacional:

Essa aqui é demais, um mashup de Jamiroquai e Bee Gees que ficou incrível. Acompanhe a empolgação do tecladista e do baixista e se empolgue junto:

Pra dar o play no canal e ficar ouvindo todas !

Viva o Paulinho

Lembra quando você tava no colégio e seu professor de historia te ensinou sobre Eurocentrismo, aquela visão de que era a Europa vista como centro do mundo, e etc? Copiando da wikipedia: O eurocentrismo é uma visão de mundo que tende a colocar a Europa como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente a protagonista da história do homem.

Então, eu sou bem assim no mundo da música com BEATLECENTRISMO. Pra mim tudo de bom e inovador no mundo da música é graças aos Beatles e simples assim, e sem mais, e fim de papo e tchau e bença.

beatlecentrismo é uma visão de Paula que tende a colocar osBeatles como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente os protagonistas da história do homem.

Deu pra entender né?

Embora eu ame os Beatles como uma unidade, é inevitável termos nossos favoritos. Eu amo muito o George com seu jeito silencioso, amável e espiritual. Mas vamo abrir o jogo né moçada: o Paul é o verdadeiro gênio do rolê. O Paul é o fenômeno publicitário, criativo, descolado e intelectual da patotinha.

Na minha opinião o Paul é hoje o maior artista e gênio criativo vivo. Eu avisei que eu sou Beatlecentrista, logo, deu pra você desistir de ler lá em cima. Aqui não trabalhamos com imparcialidades.

E porque de todos os dias, logo hoje esse ode ao Sir Paul McCartney? Porque hoje é o aniversário do nosso querido Macca, 76 aninhos muito bem vividos, marcando a vida de milhões de pessoas por todo o mundo!

Eu tenho tanta coisa pra escrever aqui, que acho que vou acabar é não escrevendo nada pra não ficar um texto de 14 páginas. Já li tanto livro, já assisti tanto filme e documentário sobre essa carinha aqui que considero pacas, que olha. É amor demais e dava pra gente ficar um tempão conversando dele.

A primeira música que vou postar dele é nos Beatles. Yesterday é uma música que o Paul sonhou com a melodia, acordou e foi direto pro piano tocar pra não esquecer. Enquanto ele não conseguia pensar em uma letra pra essa melodia ele cantou “Scrambled eggs…Oh my baby how I love your legs…” algo como “Ovos mexidos…Oh meu amor como eu amo suas pernas”  e então ficou com essa melodia travada a essa letra em sua cabeça por tanto tempo, que demorou muito a conseguir compor a letra de Yesterday de fato. Ah, mais uma informação: Yesterday é a música mais regravada no mundo. Sem mais:

Tou suando aqui.  Tou fazendo uma curadoria de muitas músicas que amo desse cara tão maravilhoso, não é fácil. Vou jogar duas inusitadas aqui que eu amo muito, do White Album, que é o meu disco predileto.

Ia colocar Rocky Racoon, mas não achei o áudio original no youtube, e me recuso a num post de homenagem ao Paulie colocar o vídeo com outra pessoa cantando.

Então deixo só Honey Pie, que mostra toda a versatilidade vocal do Macca, fazendo aqui uma homenagem ao Fats Domino e seu estilo de cantar:

Em 2012 (se não me falha a memória) eu tive o privilégio de ver o show desse homem no RJ. E se você é fã de Beatles e nunca foi em um show do Paul, meu amigo, o que você tá esperando? É uma experiência extracorpórea, eu te prometo. Principalmente quando toca essa música aqui:

E essa aqui idem, é só escutar os acordes iniciais dessa música que já me dá um negócio só de lembrar de que um dia fui nesse show:

A primeira música que eu ouvi do Paul fora dos Beatles foi essa aqui embaixo, num disquinho 8 polegadas com ela de single. Emblemático as fuck. Gostei tanto que depois comprei o vinil do maravilhoso RAM que tem ela no lado A. Além de tudo, esse clipe é maravilhoso, mostra uns momentos fofíssimos de Paul&Linda na vida em família:

Pra fechar, vou deixar uma que pra quem é fã de Beatles mesmo, é sempre uma música muito emocionante. Here Today (Aqui hoje), é a música que Paul compôs pro John depois que ele morreu. Ela é tão emocionante, que até o próprio Macca se emociona cantando ela AQUI, já que excedi meu limite de vídeos por post.

Depois desse post eu consegui te converter pro Beatlecentrismo ou pro Mccartneymismo? Espero que sim.

Vida longa ao Macca! Não morre nunca Paul, pelo amor!

The Beatles – In my life

A vida adulta é uma coisa engraçada. A gente pula direto da adolescência, uma época em que a sua maior responsabilidade é passar no vestibular, direto pra um momento em que tudo é responsabilidade. Sua vida é guiada pelas suas responsabilidades, pelos seus afazeres e deveres, horários, comprometimentos, e a rotina vai se embaralhando com isso tudo.

No meio disso aí a gente vai aprendendo a conviver com várias coisas: ficar doente e não ter aula pra faltar, conquistar coisas muito de gente grande como uma casa ou um carro, ver amigos da sua idade tendo filhos, dentre várias outras coisas boas e ruins de ser adulto.

E uma das coisas que eu tinha muita resistência antes de ser adulto era ir em velório. Pra mim era algo impossível de lidar: gente que você ama morrendo e sendo velada, as pessoas chorando, todo mundo sentado em volta do caixão, aquele cerimonial todo. Mas a vida ensina que você só pode fugir desse tipo de situação até um certo ponto.

Vai chegar uma hora que não dá mais pra fugir, e você simplesmente começa a ir. E aí aconteceu comigo algo interessante: o que parecia impossível de lidar, passou a ser um ritual importante pra minha forma de processar as coisas, pra assimilar de fato o que está acontecendo ao invés de ficar em negação.

Porque diabos que eu tou dizendo tudo isso num blog de música do dia, você deve estar pensando. Bem, hoje estou indo no meu segundo velório em 5 dias, e confesso que a frequência me foi inusitada.

Fiquei reflexiva, é triste ver os sonhos sendo interrompidos, a vida das pessoas ao redor sendo modificada pra agora contornar a ausência daquele que já não existe mais. Não é tristeza propriamente dita, é reflexão nua e crua.

Sempre que alguém morre perto de mim, fico pensativa com as minhas escolhas, minha rotina, minha convivência diária com todos ao meu redor, enfim. Pra mim sempre vale pra me lembrar que não estamos no controle de nada, quando é pra algo acontecer, simplesmente acontece, e que por mais que em vida você consiga dar um jeito em tudo, na morte não se dá.

Pra não fugir com o propósito desse texto, vou deixar aqui uma música que pra mim representa muito bem esse momento, In my lifedos Beatles. Uma das melhores músicas daquela que é a melhor banda de todos os tempos.

Real Love X Fake Love

Hoje tou engraçadinha. Gostei da comparação inusitada, eclética e atemporal entre The Kinks e Mac Demarco, que fiquei com vontade de fazer outra comparação legal. Amo Drake, amo. Adoro essa música dele, do final do ano passado, chamada Fake Love. Amor falso, amor de mentira. Curtam esse som, pra em seguida fazermos uma comparação nadaver nos estilos, porem muito legal:

Agora vamos de amor verdadeiro. Trago pra vocês essa música, composta por John Lennon em 1979 e que foi esquecida, sendo utilizada como trecho de trilha sonora no documentário Imagine: John Lennon. Depois disso, foi mixada e lançada apenas em 1996, no álbum Anthology 2. Acho que podemos dizer que é uma das músicas mais recentes dos Beatles.

Essa foi uma comparação divertida e inusitada, tanto quanto a do “Never gonna give you up” , que já vimos por aqui.

Confesso que amo as duas, mas lembremos que não é uma competição, afinal: Beatles é Beatles né.  Não trabalhamos com imparcialidades no que se refere a Betales, favor não insista.

Smith – Baby it´s you

Pra mim Beatles é a maior banda que já existiu no mundo e vai ser sempre assim, fim de papo.

Mas mesmo assim, quando eu encontro alguma versão de uma música deles tão legal quanto/melhor que a original, eu fico fascinada. E olha que é raro isso acontecer. Convenhamos, é difícil superar os Fab4.

Baby it´s you fez sucesso primeiro com as Shirelles em 1960, e eu amo elas de paixão, vou fazer um post sobre em breve. Na versão delas, assim como nas Beatles, temos os fofinhos “Shalalalala”. Amo:

Daí, em 1963, os Beatles gravaram esse hit para o álbum de estreia “Please Please Me”. E não tem o que dizer né? Versão clássica dos Beatles das antigas. Acho atemporal, acho cheia de sentimento, acho maravilhosa. Seguimos com o “Shalalala” firme e forte, vocal contido, melancólico, uma gracinha.

Porém, incrivelmente, quem fez o maior hit com essa música não foram os Beatles nem as Shirelles (super potências na sua época). Foi uma banda chamada Smith, em 1969, que vendeu mais de 1 milhão de cópias com sua versão do hit.

Essa banda americana ficou junta apenas de 1969 até 1971,e seu único sucesso foi o Baby it´s you mesmo. Depois disso, a vocalista maravilhosa Gayle McCormick foi seguir carreira solo. Mas olha, é fantástica a versão dela pra essa música. Eu gosto tanto, que nem sei o que dizer. Olha ela ao vivo que máximo, olha o visual que lindo:

Adeus pros Shalalalala né? Eta versão maravilhosa!

E aí, qual foi a sua favorita?

Ella Fitzgerald – Sunshine of your love

“Que? Não, pera. Sunshine of your love não é do Cream?” – Sua cabeça, nesse momento.

Sim meu jovem.

Essa música é do Cream. Ou melhor, era.

  • Brinks, a gente zoa, mas a do Cream é boa também. Vamo deixar o Eric Clapton ser feliz sim.

Mas agora escuta a primeira dama da música cantando, e esqueça que algum dia o Cream já cantou Sunshine of your love.

Sério, olha os instrumentos de sopro substituindo a guitarra. É muito bom.

Eu sou tão fã da Ella, que ela só perde pros Beatles na quantidade de discos na minha coleção. Tenho ela ao vivo, em estúdio, cantando Tom Jobim, de dupla com o Louis Armstrong, cantando Porgy&Bess, sucessos da década de 40, de 50, de 60, cantando Beatles. Tem alguma dúvida que cada um desses discos dá um post?

A Ella é na minha opinião uma das maiores performers que já existiu. Ela faz umas improvisações excelentes ao vivo. Conversa com a plateia (normalmente no ritmo da música), troca palavras da letra original, altera melodias, reclama de fatos aleatórios no meio da apresentação, e né, faz covers incríveis de músicas famosas.

Olha ela ao vivo no festival de jazz de Montreal de 1969. Aqui ela tinha 52 anos, aceite:

Quando disse que ela “reclama” no meio das apresentações, é sempre com muita educação, mas eu sempre acho O MÁXIMO. Simplesmente O MÁXIMO MESMO.

Olha ela nessa apresentação de Blue Moon, em que ela canta perfeitamente no ritmo da música:

“Now it´s a pitty / What they ask us to sing/ This request…. And so we try our best… To prove that we are not/ That we are not afraid/ To sing a number 1 hit in the hit parade/ They say “If you can´t beat them, join them” / Ando so we did…and so we did/ But it´s a pitty, to take pretty pretty tune, like Blue moon, and mess up such a pretty tune…like this!”

Traduzindo toscamente:

“Veja só, é uma pena/ Quando eles pedem pra gente cantar/ Essa música… Então nós vamos tentar o nosso melhor… Pra provar que nós não/ Que nós não temos medo / De cantar uma música número no 1 nas paradas de sucesso/ Eles dizem “se você não pode vencê-los, junte-se a eles…” / E assim nós fizemos…/ Mas é uma pena, pegar um som bonito, igual Blue moon, e bagunçar tanto um som tão bonito…desse jeito!”

Tenho em um disco ela cantando My satin doll ao vivo, e no começo ela canta “ O que aconteceu com o meu microfone???? Obrigada!!!” . Eu sempre adoro, mas não achei nenhum vídeo no youtube com essa.

E já que me empolguei e postei a Ella fazendo covers incríveis, pega ela cantando nada menos que Hey Jude dos Beatles (fazendo coração com a mão infinito, até a próxima encarnação)

Provavelmente vou postar mais muitas vezes sobre a Ella Fitzgerald. Já falei que gosto bastante?

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