Postmodern Jukebox

Hoje minha mãe me marcou em um vídeo de facebook de um cover muito bom da música pop “All about that bass”. Pra minha sorte, o vídeo tava na postagem original da página do canal Postmodern Jukebox. Nunca tinha ouvido falar nesse canal, e ainda bem que a gente se conheceu, hehe! Ah, youtube e suas hidden gems.

Como eu sempre digo aqui, adoro covers com muita personalidade, então esse canal é um achado daqueles. A proposta do Postmodern Jukebox é muito simples: eles pegam músicas pop atuais ou clássicas e fazem covers temáticos, por exemplo: década de 1970, de 1930, estilo new orleans vintage, estilo soul, estilo jazz ou no estilo de algum artista específico.

Como é o caso desse cover super divertido de Always be my babyda Mariah Carey no estilo de uma das minhas prediletas de todos os tempos, Ella Fitzgerald. Convenhamos que falta muito feijão pra essa vocalista fofinha chegar na potência da Ella Fitzgerald. A voz dela me lembrou mais a Lena Horne do que a Ella de fato, mas mesmo assim ainda é muito legal:

Agora olha que legal esse cover estilo New Orleans vintage da maravilhosa Don´t look back in anger do Oasis. Eu já adorava essa música, e agora achei esse cover sensacional:

Meu deus do céu olha esse estilo Tina Turner da já maravilhosa Don´t stop me now do Queen que lindo:

Olha que demaaaaais essa estilo Motown de Halo da Beyonce, incrível!

Acho que vou encerrar por aqui, por simplesmente todos os covers desse canal são muito legais! Se você ama covers bons, divirta-se, que tem muita coisa boa.

Playlist perfeita pra próxima jantinha que você fizer em casa, é só dar o play no canal e deixar rolar todas, não tem como não amar!

Beijo mãe, valeu pela dica! 😀

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Wayne Newton – Danke Schoen

Amanhã vou fazer uma jantinha alemã em casa. Com apfelstrudel e tudo. Como sou uma pessoa muito temática, olha a música que já tá tocando na minha cabeça:

Danke Schoen…Darling, Danke Schoen…. Dá pra acreditar que é um homem cantando? Eu passei minha vida inteira com certeza de que era uma mulher, fiquei chocada.

Acho essa música simplesmente o máximo. Não bastasse ela ser demais, ela aparece numa cena ótima, de um dos meus filmes favoritos, Ferris Bueller day off – Curtindo a vida adoidado. Não lembra?

“Ladies and gentleman, you are such a wonderfull crowd, we wanna play a tune for you, one of my personal favorites…”

Muito bom né? Amo muito esse filme e essa música. Devo confessar que quando estou sozinha em casa, ou no carro (com os vidros devidamente fechados) , gosto de cantar ela da forma mais performática possível, à la Ferris Bueller.

Pra continuarmos no tema alemón, vou colocar aqui mais uma música em alemão+inglês que também veio na minha lembrança. Essa é super antiga, a primeira vez que foi lançada foi em 1938, pelas Andrews Sisters!

Super tradicional, mas não minha versão favorita:

Bei mir bist du schoen, significa algo como “para mim você é lindo”. Agora vamos ficar com a versão da proprietária de tudo, Ella Fiztegrald, que convenhamos, dá um pau nas Andrews Sisters. Nenhuma novidade.

Você curte mais alguma música que mistura alemão com outro idioma?

Ella Fitzgerald – Sunshine of your love

“Que? Não, pera. Sunshine of your love não é do Cream?” – Sua cabeça, nesse momento.

Sim meu jovem.

Essa música é do Cream. Ou melhor, era.

  • Brinks, a gente zoa, mas a do Cream é boa também. Vamo deixar o Eric Clapton ser feliz sim.

Mas agora escuta a primeira dama da música cantando, e esqueça que algum dia o Cream já cantou Sunshine of your love.

Sério, olha os instrumentos de sopro substituindo a guitarra. É muito bom.

Eu sou tão fã da Ella, que ela só perde pros Beatles na quantidade de discos na minha coleção. Tenho ela ao vivo, em estúdio, cantando Tom Jobim, de dupla com o Louis Armstrong, cantando Porgy&Bess, sucessos da década de 40, de 50, de 60, cantando Beatles. Tem alguma dúvida que cada um desses discos dá um post?

A Ella é na minha opinião uma das maiores performers que já existiu. Ela faz umas improvisações excelentes ao vivo. Conversa com a plateia (normalmente no ritmo da música), troca palavras da letra original, altera melodias, reclama de fatos aleatórios no meio da apresentação, e né, faz covers incríveis de músicas famosas.

Olha ela ao vivo no festival de jazz de Montreal de 1969. Aqui ela tinha 52 anos, aceite:

Quando disse que ela “reclama” no meio das apresentações, é sempre com muita educação, mas eu sempre acho O MÁXIMO. Simplesmente O MÁXIMO MESMO.

Olha ela nessa apresentação de Blue Moon, em que ela canta perfeitamente no ritmo da música:

“Now it´s a pitty / What they ask us to sing/ This request…. And so we try our best… To prove that we are not/ That we are not afraid/ To sing a number 1 hit in the hit parade/ They say “If you can´t beat them, join them” / Ando so we did…and so we did/ But it´s a pitty, to take pretty pretty tune, like Blue moon, and mess up such a pretty tune…like this!”

Traduzindo toscamente:

“Veja só, é uma pena/ Quando eles pedem pra gente cantar/ Essa música… Então nós vamos tentar o nosso melhor… Pra provar que nós não/ Que nós não temos medo / De cantar uma música número no 1 nas paradas de sucesso/ Eles dizem “se você não pode vencê-los, junte-se a eles…” / E assim nós fizemos…/ Mas é uma pena, pegar um som bonito, igual Blue moon, e bagunçar tanto um som tão bonito…desse jeito!”

Tenho em um disco ela cantando My satin doll ao vivo, e no começo ela canta “ O que aconteceu com o meu microfone???? Obrigada!!!” . Eu sempre adoro, mas não achei nenhum vídeo no youtube com essa.

E já que me empolguei e postei a Ella fazendo covers incríveis, pega ela cantando nada menos que Hey Jude dos Beatles (fazendo coração com a mão infinito, até a próxima encarnação)

Provavelmente vou postar mais muitas vezes sobre a Ella Fitzgerald. Já falei que gosto bastante?