When I’m Gone – Phil Ochs

Essa música é foda.

Puta merda.

Phil Ochs foi um nome muito ativo na cena da contra cultura americana dos anos 1960. Ele era conhecido como um cantor de protesto, sempre se opondo a guerra do vietnã e demais problemas da sociedade. Escrevia muito, e era sempre muito prolífico de seus ideais.

Cometeu suicídio aos 35 anos, e deixou um legado de músicas de protesto que parecem atuais demais pros dias de hoje.

Curta When I’m Gone:

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San Francisco Bay Blues – Jesse Fuller

Ontem postei aqui um vídeo de um show de Peter, Paul and Mary muito legal.

No meio desse show, Paul conversa com o público falando com muita admiração de um artista que ele adora, chamado Jesse Fuller, que é conhecido por ser um “one man band”, ou seja, uma banda de um homem só.

Só que acho que esse one man band é diferente de tudo que você já viu, pois até piano ele toca. É isso mesmo que você leu. Preparado pra se impressionar?

 

Vou deixar mais uma pra você curtir esse som folk misturado com blues que é demais:

Com certeza um daqueles artistas pra conhecer cada vez mais o repertório!

 

Peter, Paul & Mary – Don’t Think twice, it’s alright

Hoje eu trago uma música muito linda mesmo.

Originalmente ela é do Bob Dylan, que é um puta dum compositor, mas digamos que não é um dos meus cantores favoritos.

A lindíssima “Don’t think twice, it’s alright” hoje vem cantada pelo trio americano Peter, Paul and Mary, que como nos explica a wikipedia, é composto por um tenor, um barítono e uma contralto.

As vezes é por isso que as 3 vozes se complementam tão lindamente. É de arrepiar quando eles cantam todos juntos nas partes altas da música:

Além das vozes maravilhosas, o dedilhado do violão é lindíssimo. Se você gostou da sonoridade desse trio folk maravilhoso, vou deixar aqui mais uma interpretação fantástica deles, pra música “Leaving on a jet plane”, originalmente de John Denver.

Bônus: se você abrir esse segundo vídeo direto no youtube, tem alguns comentários emocionantes de americanos relatando que ouviam essa música quando estavam indo lutar na guerra do Vietnam. Pra deixar mais emocionante ainda.

Se você é como eu, e gosta de ver “quem sabe fazendo ao vivo”, olha que lindo esse show de 1965. Atenção pros violões: quantos acordes complexos o Paul faz por minuto? hahaha

Cartão postal – Apanhador só

 

Como disse por esses dias, meio que acabei me mudando do Brasil pra Itália há algumas semanas.

Agora faz sentido pra você o porque de algumas ocasionais músicas italianas por aqui né não?

Quando pensava na minha partida do BR pra cá, ficava pensando “vou sentir tanta saudade da comida brasileira”, pensava na saudade do pão de queijo, do escondidinho, da coxinha, do brigadeiro, etc, etc, etc. Longa lista da gordinha.

Qual não foi minha surpresa que ao chegar aqui eu não senti falta da comida, mas sim das minhas musiquinhas brasileiras? Que maravilha é a música, esse negócio imaterial e que ao mesmo tempo traz todo tipo de sensação física e psicológica. Vai entender?

Cheguei aqui e me pegava preparando uma pasta ou qualquer comida bem italianuda que você queira imaginar, e sentia necessidade de uma música brasileira, um samba, uma bossa, enfim.

Mas hoje trago não um sambão, mas uma musiquinha amena e bonita, chamada cartão postal. Ela me faz pensar  nos meus dias em que turisto por aqui. “Estou sentado dentro de um cartão postal, olhando aqui de perto tudo é tão normal”, que é como me sinto agora que meio que eu moro  nos cartões postais? É uma sensação diferente, visitar uma cidade turística sem aquela pressa habitual de viagem de uma semana, realmente tudo parece normal.

Espero que você goste:

Tempo de Pipa – Cícero

Eu tenho uma mania muito significativa de ficar com certas músicas presas em looping na minha cabeça.

Acho que já falei disso por aqui.

São tipo assombrações ou alucinações musicais, assim por dizer – com um pouquinho de exagero.

Mas é impressionante.

Quando entra nesse looping, a música toca como se estivesse numa caixa de som bem perto de mim, e eu fico repetindo as mesmas frases por dias, noites, sonho com a frase, acordo com a melodia ecoando. É uma coisa.

E muitas vezes esses episódios de loopings acontecem atrelados a alguns acontecimentos específicos. Um jantar, um aniversário, uma viagem, as vezes é com nada mesmo.

Esses dias acabei me mudando do Brasil pra Itália, sabe assim? Coisas da vida.

E daí que acho que você pode imaginar que teve bastante antecipação, ansiedade e expectativa envolvida.

Os dias que anteciparam a viagem foram uma loucura tremenda, cheios de mil coisas pra fazer e resolver antes de viajar.

O dia de fato da viagem foi de uma calmaria que me incomodou. Como assim eu não tinha mais nada pra resolver? Pois é, realmente só restava esperar o voo. E ecco: aí estava. Chegou uma musiquinha pra grudar em looping pra ajudar.

Tempo de Pipa, do Cícero grudou que nem alucinação no meu ouvido no dia da viagem. Provavelmente por causa da frase “odeio despedidas…”

Talvez por causa do “eu vou te acompanhar, de fita” que eu entendia que era “de cima” , e associava ao avião que estava prestes a pegar, virava uma linda metáfora.

Talvez por causa do “Mas tudo bem, o dia vai raiar, pra gente se inventar, de novo” , que me parece uma baita de uma frase pra quem tá passando por uma baita de uma mudança, uma mudança continetal, deveras.

Fique com essa música linda, e cuidado: ela pode grudar em looping : )!

Junip – Oba, lá vem ela

Sabe a maravilhosa música Oba, lá vem ela de 1970 do Jorge Ben?

Você já parou pra pensar como ela seria se fosse regravada por uma dupla de suecos do folk rock eletrônico? Provavelmente não. Mas garanto que é demais, e no mínimo, inusitado. Curta a versão daoríssima da banda Junip, de 2013:

Até que falam muito bem nosso portuguesinho, né não?

Mas nem só de covers de samba vivem os meninos do Junip. Eles também fazem aos boas e velhas musiquinhas indie bonitinhas. Se você ficou curioso e quer ouvir mais, segue uma playlist deles (embora confesso que gosto mais da versão que acabamos de ouvir):

E se você, assim como eu, gosta muito de Jorge Ben, eu já fiz um post aqui indicando um álbum inteiro dele, de tão incrível que é.