Jorge Ben – O Telefone

Uma vez eu comprei um livro muito louco chamado Alucinações musicais, imaginando que ele abordaria o processo criativo ou sentimental da música, ou qualquer coisa assim. Grande engano.

Ele é na verdade um livro escrito por um neurologista super foda chamado Oliver Sacks, que explica ao longo do livro várias doenças e problemas que pessoas nascem com ou desenvolvem ao longo da vida, relacionadas a alucinações musicais.

Quer um exemplo maluco?

O primeiro exemplo do livro é ótimo. Um médico americano foi atingido por um raio, e ficou um bom tempo internado se recuperando. Quando se recuperou definitivamente, não conseguia por nada no mundo tirar de sua cabeça uma melodia de piano. Ele ficou tão obcecado com o piano que ouvia em sua mente, que largou tudo (tudo mesmo, emprego, esposa, etc.) para se dedicar exclusivamente ao piano e conseguir tocar aquela música que ele não parava de ouvir.

Outro caso inusitado era de uma senhora, que arrumou briga com todos os seus vizinhos, pois estes não paravam de ouvir uma música ensurdecedora de tão alta, e sempre, o dia todo, a mesma música. Até que ela descobriu que a música não estava nos seus vizinhos, e sim dentro da sua cabeça. Era tão alto e ensurdecedor que ela se sentia maluca.

Por que contei tudo isso? Porque hoje acordei me sentindo a senhorinha do segundo exemplo. Acordei com O telefone, de Jorge Ben tocando na minha cabeça em looping, e eu a ouvia tão nítida, que era como se outra pessoa estivesse escutando ela numa caixinha de som do meu lado full time.

Foi louco.

Que pena….Que pena….

Junip – Oba, lá vem ela

Sabe a maravilhosa música Oba, lá vem ela de 1970 do Jorge Ben?

Você já parou pra pensar como ela seria se fosse regravada por uma dupla de suecos do folk rock eletrônico? Provavelmente não. Mas garanto que é demais, e no mínimo, inusitado. Curta a versão daoríssima da banda Junip, de 2013:

Até que falam muito bem nosso portuguesinho, né não?

Mas nem só de covers de samba vivem os meninos do Junip. Eles também fazem aos boas e velhas musiquinhas indie bonitinhas. Se você ficou curioso e quer ouvir mais, segue uma playlist deles (embora confesso que gosto mais da versão que acabamos de ouvir):

E se você, assim como eu, gosta muito de Jorge Ben, eu já fiz um post aqui indicando um álbum inteiro dele, de tão incrível que é.

Vai estar tendo Copa

Ontem começou a copa do mundo, e como eu gosto de coisas temáticas, vou falar de copa do mundo SIM. Eu não entendo nadíssima de futebol e confesso que não poderia me importar menos com futebol, mas copa é copa né? Não vamos relevar a magnitude desse evento, principalmente quando se mora aqui no BR.

Eu queria muito poder comentar sobre a música tema da copa desse ano, mas achei simplesmente UMA MERDA. Não entendo porque a galera que organiza a música tema da copa insiste toda vez em pegar americanos pra isso. Eles não conhecem seu público alvo? Os EUA cagam pra futebol, não tem nada a ver, além do que os EUA já dominam o mercado do entretenimento mundial, não precisa dar mais essa pra eles. Porque não pegar um artista brasileiro ou sul americano (países que curtem muito mais futebol) pra fazer um feat doido com uns russos?

Porra, e ainda me colocaram o Robie Williams na fucking abertura. Que ano é hoje? Lastimável.

Então como tou revoltadinha, não vou postar música tema coisa nenhuma. Hoje é sexta e domingo é a estreia do brasilzão na copa. Como já disse ali em cima, não gosto de futebol, mas acho importante a gente lembrar que os jogadores além de profissionais que ganham milhões de euros, são pessoas também. Nem imagino a pressão na cabeça deles de voltar a jogar em copa pós 7×1.

Por isso pensei nessa música aqui pra hoje:

Reconhece a queda, e não desanima… Levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima…”

Sou publicitária de formação, e confesso que se eu fosse dirigir algum comercial da seleção pra essa copa, essa seria minha trilha.

Já que estamos no tema futebol, vou deixar essa aqui que eu também usaria em um comercial daqueles fodelões da nike, mostrando os meninos novinhos jogando bola nas favelas, e depois corta pra eles super profissionais no campo:

Já que estamos postando  só sambinhas por aqui, vou deixar uma marchinha pra lá de conhecida, que já que provavelmente o tema futebol não aparecerá por aqui tão cedo:

Essa marchinha é tão alto astral que acho que ela contagia qualquer um, até quem não curte futebol. Tipo eu. Contagia sim. Outra que cumpre o mesmo efeito é essa aqui:

Então tchau, boa copa, juízo e vai Neymar!

Jorge Ben – Samba esquema novo

Se você é uma 90s kid assim como eu, pode ser que seu único pensamento ao ver o nome “Jorge Ben Jor” seja aquela música de fim de festa de formatura “Taj Mahal”, cantado na versão da banda ruim de formatura feat. Pessoas bêbadas gritando TETETETETE TETETEREE. Isso é muito ruim.

Jorge Ben na verdade é muito mais do que isso. Ou pelo menos já foi, e meio que se perdeu um pouco lá pelos anos 80.

Ironicamente, hoje é o aniversário dele. Hoje Jorge Ben completa 73 anos. Parabéns! Você pode estar pensando que esse é o motivo desse post, né? Mas não é não. O motivo real é porque eu tou indo pra praia, e há uns 5 anos atrás, quando eu descobri esse álbum, eu na época gravei ele num pendrive e ouvi umas 90x daqui até na praia sem parar.

Então toda vez que penso em ir pra praia, lembro do Samba Esquema Novo INTEIRO imediatamente.

Esse álbum de 1963 foi o que fez Jorge Bem estourar.  A primeira música é a versão dele pra “Mas que Nada” do one and only….JORGE BEN. Você achou que era do Sergio Mendes né??? Eu também achei. O Sérgio Mendes é um pianista brasileiro popstar que estourou nos EUA com essa música, então todo mundo acha que é dele. Mas ela é do nosso amigo Jorgin mesmo.

Além dessa PUTA MÚSICA, esse disco tem “Chove chuva”, “Tim dom dom” , “Quero esquecer você” , afffffs meu. Muita música massa. Parece que cada uma delas é uma parte de trilha sonora de momentos massa.

Apenas aproveitem esse discão da porra:

Olha aí a versão do Sergio Mendes pra Mas que nada, mundialmente conhecidaZzZz , porem muito boa sim, porem não tão boa igual a do Jorge Ben,desculpa:

E sei lá, se te bateu uma curiosidade, segue abaixo a versão original de Taj Mahal, de 1972, performada por Jorge Ben, e não banda ruim+ formando bêbado: