Tanto faz – Tim Bernardes

You’ve already read here about O Terno, this fantastic brazilian indie band. If you haven’t heard their sound yet, damn boy, what you waiting for? Run!

Cheez.

Did you run?

Are you back now?

Good to go?

OK then, let’s talk about Tim Bernardes. He’s the lead singer and composer for O Terno, and this past year he has in parallel to the band tour, developed his solo career. He’s 27 (my very own age, which btw made me feel highly unproductive, but that’s ok) and he is very, very talented. Listen to Tanto Faz and be amazed:

Great voice, beautifull lyric, wonderfull overall song. What else could we possibly want?

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Eu já escrevi aqui sobre a fantástica banda O Terno. Se você nunca ouviu nada deles, corre lá ouvir!

Já correu?

Recuperou o fôlego?

Voltou?

Então tá bem então.

Vamos lá.

Tim Bernardes é o vocalista d’O Terno, porém leva em paralelo uma carreira solo fantástica. Ele tem 27 aninhos (minha idade, me senti muito improdutiva inclusive, que saco) e é fantástico.

Escuta só Tanto Faz e se surpreenda:

 

é demais, né não?

Ele é incrível cantor, compositor, violonista, enfim. É bão d+

 

Vou aproveitar e deixar uma entrevista dele por aqui:

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Cartão postal – Apanhador só

As I mentioned previously, I kinda moved from Brazil to Italy these past couple of days.

Yeah.

Now it sort of makes sense all of those occasional italian song that would pop in here and there, right?  

Back when I still was living in Brazil, I’d often think that I would miss so many foods and drinks – don’t judge my fat mindset. But how surprised was I, when I realised that what made me feel more homesick of all was the music.

Every time I’d listen to a good brazilian song, I’d feel emotional, both near and far. Crazy and weird, but what can I say? Feelings, bro.

The song today is not your  traditional or quintessential old school samba, but rather is an adorable and easy going song, called Cartão Postal , which means postcard.

This song made me think about my days here in Italy both as a tourist and as a resident. The song says “I’m sitting inside of a postcard / Looking closely, everything seems so normal” which is kinda how I feel like now? I sort of live inside of postcards now, so it really is a different sensation, visiting without the hurry of a 1 week vacation, really makes the city seem so normal.

Hope you enjoy it:

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Como disse por esses dias, meio que acabei me mudando do Brasil pra Itália há algumas semanas.

Agora faz sentido pra você o porque de algumas ocasionais músicas italianas por aqui né não?

Quando pensava na minha partida do BR pra cá, ficava pensando “vou sentir tanta saudade da comida brasileira”, pensava na saudade do pão de queijo, do escondidinho, da coxinha, do brigadeiro, etc, etc, etc. Longa lista da gordinha.

Qual não foi minha surpresa que ao chegar aqui eu não senti falta da comida, mas sim das minhas musiquinhas brasileiras? Que maravilha é a música, esse negócio imaterial e que ao mesmo tempo traz todo tipo de sensação física e psicológica. Vai entender?

Cheguei aqui e me pegava preparando uma pasta ou qualquer comida bem italianuda que você queira imaginar, e sentia necessidade de uma música brasileira, um samba, uma bossa, enfim.

Mas hoje trago não um sambão, mas uma musiquinha amena e bonita, chamada cartão postal. Ela me faz pensar  nos meus dias em que turisto por aqui. “Estou sentado dentro de um cartão postal, olhando aqui de perto tudo é tão normal”, que é como me sinto agora que meio que eu moro  nos cartões postais? É uma sensação diferente, visitar uma cidade turística sem aquela pressa habitual de viagem de uma semana, realmente tudo parece normal.

Espero que você goste:

Carlos Lyra – Marcha da quarta-feira de cinzas

Feliz ano novo amiguinhos!

Hoje meu pai me passou uma música-medley maravilhosa do Carlos Lyra, que ele diz que fazia muito tempo que tentava encontrar, mas não encontrava de jeito maneira. Mais ou menos igual foi minha saga com Mistério do Planeta.

Fazia muito tempo que eu não ouvia Carlos Lyra, mas nessa música especialmente ele fala muito antes de cantar. E se me permitem, vou fazer um parênteses aqui: Carlos Lyra era um dos melhores amigos de Fernando Sabino, um dos meus escritores favoritos.

A escrita do Fernando Sabino é de contos muito ágeis, perspicazes e divertidos, com tiradas ótimas e inteligentes. E escutar o Carlos Lyra conversando com a platéia ao longo dessa música, me fez sentir estar ouvindo um audiobook do Sabino. Que almas criativas maravilhosas:

Bônus: nesse medley postado acima, Carlos Lyra canta Maria Moita, música que apareceu no último post com a música You Don’t Know Me, do Caetano. Inclusive, me corrigindo que Maria Moita é de Vinicius, e não de Carlos Lyra. Perdão pelo vacilo.

Mas voltando ao Carlos Lyra. Ele é um carioca pequeninho, dono de uma voz que eu acho fascinante. Muito potente e grave, afinação fantástica. Uma voz “larger than life”, porque ao mesmo tempo que ela é versátil e impressiona, parece que você se identifica, e gosta imediatamente.

Hoje é o dia de todo mundo voltar a trabalhar, depois de férias bem gostosinhas. Então trago a linda Marcha de quarta-feira de cinzas, que fala sobre o sentimento melancólico, porem animado com a perspectiva de voltar a trabalhar depois do carnaval.

 

Se você gostou dessa música, pode ouvir também no timbre lindinho da Nara Leão, em uma versão com coro maravilhoso no refrão, curto muito:

Aproveito pra deixar mais um fantástica do Carlos Lyra aqui, uma música que ele mesmo intitula como “minha primeira canção de protesto”. Prestem atenção na letra fantástica:

Olha que belezinha ele se apresentando no Sesc em 2013, com nada menos que 74 aninhos:

Bom ano a todos!