Khalid no NPR

Olá amiguinhos!

Esse bloguito nos últimos dias ficou fora do ar porque fiz umas mudanças de servidor.

Acredito que agora estamos numa plataforma melhor, dá pra vocês comentarem em cada post, e criei também um email sempre que quiserem indicar suas músicas pra cá. É o falecomindicamusica@gmail.com .

O que acharam da carinha nova do blog? Eu curti.

Ontem apareceu pra mim esse vídeo de alguns dias atrás, mas que eu ainda não tinha visto: o Khalid no NPR Tiny Desk, e é simplesmente sensacional.

O Khalid foi um dos primeiros posts desse blog com Location, em que eu te avisei que esse mocinho tem apenas 20 aninhos e é talentoso pra caramba.

Olha que demais ele ao vivo só no voz+violão, como pode essa voz tão incrível?

Confesso que gostei mais dessa versão de Young, dumb and broke do que da original.

Khalid seu maravilhoso, vai longe!

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The Roots

Hoje eu estava lendo uma entrevista do Questlove para a revista Rolling Stone sobre ele sentir que vive uma constante síndrome do impostor. Que coisa, é algo que a gente não imagina. Um cara tão talentoso, bem estabelecido, com uma fama e reconhecimento super bacanas, é impressionante. É pra mostrar que não importa onde você está ou como você é, sua mente ainda pode te pregar peças e ser seu maior inimigo.

Eu ADORO os Roots. Eu ADORO o Tonight Show do Jimmy Fallon, e eu fico besta com as interações espontâneas que eles tem. É simplesmente sensacional o timming perfeito que um tem com o outro. Apresentador e banda sintonizados 100% do tempo dando um resultado sensacional.

Vou deixar aqui a apresentação inusitada do Roots no NPR Tiny Desk, porque é demais eles todos esmagados atrás da mesinha pequena do programa, mas os caras são demais:

Olha que divertido eles tocando a música tema do Super Mario com o Shigeru Miyamoto, criador do Super Mario:

No youtube tem vários shows deles, já que ao vivo eles são demais. Olha esse de 2012 com a Lauren Hill maravilhosa:

Pra provar que eles são talentosos e divertidos de sobra, de vez em quando eles fazem covers de músicas famosas só usando instrumentos de brinquedo. Olha esse de Havana que legal:

Se você gostou do trabalho dos caras, no youtube tem apresentações deles de sobra!

Kishi Bashi – This must be the place (Naive Melody)

Descobri essa música primeiramente por esse cover sensacional do Kishi Bashi, e só depois fui tomar conhecimento que ela era do Talking Heads.

Basta uma rápida pesquisa no youtube pra descobrir que essa música é totalmente amada por grandes bandas. Tem cover dos Lumineers, do Arcade FireMGMT e muitos outros, mas o melhor cover sem dúvidas é esse do Kishi Bashi.

A versão original dessa música é muito diferente do cover que você acabou de ouvir. Como ela foi lançada em 1983, é totalmente new wave, mais dançante, com elementos eletrônicos. Uma curiosidade interessante, é que essa música é intitulada de “Naive Melody”, melodia ingênua, pois a composição para o baixo e a guitarra são exatamente iguais durante a música inteirinha.

Encontrei também uma declaração legal do David Byrne sobre a composição dessa música e achei legal compartilhar. Byrne disse que essa é uma canção de amor, tema que ele costuma evitar por ser “kinda big” (amei essa definição). Olha o que ele diz sobre a letra:

That’s a love song made up almost completely of non sequiturs, phrases that may have a strong emotional resonance but don’t have any narrative qualities. It’s a real honest kind of love song. I don’t think I’ve ever done a real love song before. Mine always had a sort of reservation, or a twist. I tried to write one that wasn’t corny, that didn’t sound stupid or lame the way many do. I think I succeeded; I was pretty happy with that.”

Em tradução livre:

“Essa é uma canção de amor feita quase completamente de non sequiturs, frases que podem ter uma forte ressonância emocional, mas que não tem qualidades narrativas. É um tipo realmente honesto de canção de amor. Eu acho que eu nunca havia feito uma verdadeira canção de amor antes. As minhas sempre tem uma certa reserva, ou uma reviravolta. Eu tentei escrever uma que não era brega, que não soasse estúpida ou tonta do jeito que muitas o fazem. Eu acho que obtive sucesso, fiquei muito feliz com o resultado.”

Legal né?  Eu não a imaginava como uma canção de amor, e sim como uma canção de homesick, saudade de casa. Ah, a maravilhosidade da música e suas muitas interpretações! Curtam a versão original:

Caso tenham ficado curiosos, deixo aqui a versão dos Lumineers, em que eles também falam que gostam dessa música, pois faz eles lembrarem de casa:

Bonitinha, mas nem compara com a do Kishi.

Achei engraçado que acabei descobrindo que o Sean Penn fez um filme em 2011 chamado This must be the place. Nunca vi o filme, mas assisti o trailer, e no trailer acontece uma cena engraçada, que uma criança fala “Você vai tocar a This must be the placedo Arcade Fire?” e o Sean Penn desolado, responde “Essa música é dos Talking Heads!”, e logo em seguida aparece o David Byrne cantando num palco. Como disse, nunca vi o filme, então não sei dizer se é bom ou ruim ou ótimo ou péssimo, mas caso queiram ver o trailer :

Eu adoro Arcade Fire, mas eu confesso que achei tão ruim a versão deles que não vou nem colocar aqui.

Pra fechar esse post, que acabou se prolongando, vou deixar aqui a apresentação brilhante do Kishi Bashi no NPR Tiny Desk. Se você gosta de música mais experimental, muita técnica e uma abordagem diferentona, não deixe de assistir, você vai ficar impressionadíssimo. Nunca imaginei que veria a combinação de beatbox e violino dando certo na minha vida. Também nunca imaginei que um violino pudesse ser tão versátil, me lembrou o Andrew Bird, mas isso é assunto pra outro post.

Confesso que ao assistir esse vídeo fiquei com umas pontadas de irritação, pensando como que pode um artista tão talentoso igual esse com tão pouco reconhecimento. Mas vida que segue, vou fazer minha contribuição e divulgar ele com vocês. Curtam muito:

Home, is where I want to be, but I guess I´m already there….

Hozier – Do I wanna know

Ontem postei os mocinhos do Arctic Monkeys que eu amo muito. Postei eles fazendo covers ótimos de músicas dos outros.

Hoje é a vez dos outros fazerem cover maravilhoso deles hehe. O outro nesse caso é o Hozier.

Eu confesso que eu não conhecia n-a-d-a do Hozier além de Take me to church, o hit dele.

Mas quando apareceu esse cover de Do I wanna know, eu fiquei tão fascinada com a habilidade vocal dele, e com o arranjo que ele fez com essa música, que eu fui pesquisar um pouco mais sobre ele.

Hozier é um irlandês de 27 aninhos que é músico since always, e que tocou em orquestra por uma boa parte da sua ~~ juventude hahhahaha (momento wikipedia).

Eu não sei se isso acontece um pouco com vocês também, mas eu confesso que eu meio que sofro da síndrome de hipster magoado. Quando algum artista faz muito sucesso, eu questiono se ele é reaaalmente bom, hahaha. Então como eu só conheci o Hozier por um hiper mega hit, minha duvidabilidade era alta. Mas vamo deixar as bobagens de lado e valorizar né?

Olha, na boa. Dá uma escutada nessa versão dele pro clássico dos Arctic Monkeys, ficou um negócio transcendental de tão bom e diferentão:

Você vai ver que você vai ficar com o  “do IIIIIII  wannaaaaaaaaaa knoooooooooooooooooooooow” no ritmo dele na sua cabeça o resto da tarde. Uma coisa meio pastosa, mas de um jeito elegante! haha

Ok, mas você pode dizer: é fácil fazer cover bom de música boa. E de música meh? Ah, ele faz tambem. Pega esse cover dele praProblem, da Ariana rabo de cavalo Grande:

olha isso! olha esse time de backing, as palmas, tudo! Can I get an amen pro Hozier nessa?

Olha ele no Sofar Sounds, um dos meus programas favoritos de música no youtube. Eu adoro o jeito que ele toca violão, guitarra, instrumentos de corda em geral.

O show dele no NPR é muito bonito também. Pra cada música ele usa uma guitarra diferente, acho massa.

É isso aí. A mensagem que fica nesse postzzz é tentar ouvir um artista além do super hit que fez sucessão. As vezes pode valer a pena!

Tyler The Creator

Esse projeto da NPR Tiny desk é simplesmente o máximo.

São vídeos curtinhos, geralmente 3 músicas por artista,e sempre artistas sensacionais. Eu amo as versões ao vivo de artistas bons e músicas boas. Geralmente algumas harmonias vocais são acrescentadas, ou alguns arranjos são modificados, é sempre muuuuuito bom.

Tyler the Creator é um rapper diferentão. Alem de letras diferentonas, ele tem um jeito todo diferentão. Nesse show ao vivo, você vê no final ele interagindo com a plateia do jeito doidão dele. É muito legal.

As backing vocals me matam nesse show, acho elas simplesmente fantásticas. É muito legal tambem o que a equipe dele fez  com a iluminação, mudando a cada música.

Enjoy: