Elvis Presley – Devil in disguise

 

Quando você é uma pessoa jovem e está se iniciando no mundo da música e do rock’n’roll, existem dois nomes que sempre aparecem em qualquer pesquisa de referência, inspiração, etc. São eles Beatles e Elvis Presley.

Eu enxergo o Elvis como um baita de um formador de caráter musical. Ele é uma coisa meio Pai, filho, espírito santo do rock.

Se você, pequeno gafanhoto, começou na sua jornada de conhecimento musical (empolguei) ouvindo muito Elvis, estudando suas várias fases e diferenças musicais, você então foi descobrindo que Elvis influenciou todas as outras bandas e artistas fodas do rock depois dele, e aí você se dá conta que ele é, de fato, uma entidade sagrada.

Hoje estava pensando em algumas pessoas que são alguns desafetos meus, que se portam como bons mocinhos na frente de quem importa, e no fundo, eu sei que não valem nada. E involuntariamente soltei na minha cabeça a frase “Devil in disguise…” e imediatamente me veio essa música espetacular na cabeça.

Foi só dar o play nela que me deu uma nostalgia tão boa, como se eu tivesse vivido a época em que ela foi lançada:

 

Como é a primeira vez do Elvis por aqui, vou deixar mais uma:

E aí, qual é a sua música favorita do rei?

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Rita Lee – Agora só falta você

Essa que vos fala deu uma sumidinha nos últimos dias né não?

Confesso que essa loucura de horários de copa me bagunçou toda a organização de escrever. Mas acho que agora é seguro dizer que isso acabou (#ohexanãoémaisrealidade).

Semana passada também teve outro acontecimento que bagunçou toda minha organização, que foi o meu niver! Eu adoro fazer aniversário. E como o meu é bem no meio do ano, acho que é sempre uma boa época pra medir o que fiz até essa parte do ano, e o que pretendo fazer com o restante. Gosto que aniversário traz esse aspecto de mudança, de novos ares, idade nova, fase nova. Acho sempre muito bem vindo.

Em função disso trago essa música sensacional hoje, Agora só falta você da dona Rita Lee que vou deixar a letra aqui em baixo:

A primeira versão que trago é no acústico MTV da Rita, de 1998. Detalhe que a Rita maravilhosa nesse acústico tinha 51 anos. Seria minha meta de vida?

Agora vou deixar a versão original, com a banda Tutti Frutti, gravado em 1975, que tem uma bateria fantástica:

Um belo dia resolvi mudar

E fazer tudo o que eu queria fazer

Me libertei daquela vida vulgar

Que eu levava estando junto a você

 

E em tudo que eu faço

Existe um porquê

Eu sei que eu nasci

Sei que eu nasci pra saber

 

E fui andando sem pensar em voltar

E sem ligar pro que me aconteceu

Um belo dia vou lhe telefonar

Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu

 

No ar que eu respiro

Eu sinto prazer

De ser quem eu sou

De estar onde estou

 

Agora só falta você

Agora só falta você

Agora só falta você

Agora só falta você

 

E fui andando sem pensar em voltar

E sem ligar pro que me aconteceu

Um belo dia vou lhe telefonar

Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu

 

No ar que eu respiro

Eu sinto prazer

De ser quem eu sou

De estar onde estou

 

Agora só falta você!

Acho a Rita Lee simplesmente fantástica, talentosa, autêntica, um tesouro da nossa música nacional. Já postei aqui no blog uma vez ela cantando bossa nova com o João Gilberto, mas vou postar novamente, porque é o famoso “vale a pena ver de novo” pra mostrar toda a versatilidade dessa performer fantástica. Coisa fina, fina:

E já que trouxe  o vídeo dessa apresentação memorável, vou deixar uma entrevista da Rita contando sobre como foi esse show, que acredite se quiser, não teve ensaio nenhum:

A Rita, assim como eu, é muito fã de Beatles (amem) e em função disso, é sempre muito notável nas músicas, nos vocais, nos arranjos, a influência beatlemaníaca (amem novamente). Vou deixar aqui uma música mais recente dela, mas simplesmente fantástica. A letra é o máximo, e é uma mensagem pra lá de boa pra você começar a semana com bom humor hehe:

Acho que temos músicas com mensagens pra lá de legais pra começar a semana, que que cêis acham?

Viva o Paulinho

Lembra quando você tava no colégio e seu professor de historia te ensinou sobre Eurocentrismo, aquela visão de que era a Europa vista como centro do mundo, e etc? Copiando da wikipedia: O eurocentrismo é uma visão de mundo que tende a colocar a Europa como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente a protagonista da história do homem.

Então, eu sou bem assim no mundo da música com BEATLECENTRISMO. Pra mim tudo de bom e inovador no mundo da música é graças aos Beatles e simples assim, e sem mais, e fim de papo e tchau e bença.

beatlecentrismo é uma visão de Paula que tende a colocar osBeatles como o elemento fundamental na constituição da sociedade moderna, sendo necessariamente os protagonistas da história do homem.

Deu pra entender né?

Embora eu ame os Beatles como uma unidade, é inevitável termos nossos favoritos. Eu amo muito o George com seu jeito silencioso, amável e espiritual. Mas vamo abrir o jogo né moçada: o Paul é o verdadeiro gênio do rolê. O Paul é o fenômeno publicitário, criativo, descolado e intelectual da patotinha.

Na minha opinião o Paul é hoje o maior artista e gênio criativo vivo. Eu avisei que eu sou Beatlecentrista, logo, deu pra você desistir de ler lá em cima. Aqui não trabalhamos com imparcialidades.

E porque de todos os dias, logo hoje esse ode ao Sir Paul McCartney? Porque hoje é o aniversário do nosso querido Macca, 76 aninhos muito bem vividos, marcando a vida de milhões de pessoas por todo o mundo!

Eu tenho tanta coisa pra escrever aqui, que acho que vou acabar é não escrevendo nada pra não ficar um texto de 14 páginas. Já li tanto livro, já assisti tanto filme e documentário sobre essa carinha aqui que considero pacas, que olha. É amor demais e dava pra gente ficar um tempão conversando dele.

A primeira música que vou postar dele é nos Beatles. Yesterday é uma música que o Paul sonhou com a melodia, acordou e foi direto pro piano tocar pra não esquecer. Enquanto ele não conseguia pensar em uma letra pra essa melodia ele cantou “Scrambled eggs…Oh my baby how I love your legs…” algo como “Ovos mexidos…Oh meu amor como eu amo suas pernas”  e então ficou com essa melodia travada a essa letra em sua cabeça por tanto tempo, que demorou muito a conseguir compor a letra de Yesterday de fato. Ah, mais uma informação: Yesterday é a música mais regravada no mundo. Sem mais:

Tou suando aqui.  Tou fazendo uma curadoria de muitas músicas que amo desse cara tão maravilhoso, não é fácil. Vou jogar duas inusitadas aqui que eu amo muito, do White Album, que é o meu disco predileto.

Ia colocar Rocky Racoon, mas não achei o áudio original no youtube, e me recuso a num post de homenagem ao Paulie colocar o vídeo com outra pessoa cantando.

Então deixo só Honey Pie, que mostra toda a versatilidade vocal do Macca, fazendo aqui uma homenagem ao Fats Domino e seu estilo de cantar:

Em 2012 (se não me falha a memória) eu tive o privilégio de ver o show desse homem no RJ. E se você é fã de Beatles e nunca foi em um show do Paul, meu amigo, o que você tá esperando? É uma experiência extracorpórea, eu te prometo. Principalmente quando toca essa música aqui:

E essa aqui idem, é só escutar os acordes iniciais dessa música que já me dá um negócio só de lembrar de que um dia fui nesse show:

A primeira música que eu ouvi do Paul fora dos Beatles foi essa aqui embaixo, num disquinho 8 polegadas com ela de single. Emblemático as fuck. Gostei tanto que depois comprei o vinil do maravilhoso RAM que tem ela no lado A. Além de tudo, esse clipe é maravilhoso, mostra uns momentos fofíssimos de Paul&Linda na vida em família:

Pra fechar, vou deixar uma que pra quem é fã de Beatles mesmo, é sempre uma música muito emocionante. Here Today (Aqui hoje), é a música que Paul compôs pro John depois que ele morreu. Ela é tão emocionante, que até o próprio Macca se emociona cantando ela AQUI, já que excedi meu limite de vídeos por post.

Depois desse post eu consegui te converter pro Beatlecentrismo ou pro Mccartneymismo? Espero que sim.

Vida longa ao Macca! Não morre nunca Paul, pelo amor!

The Beatles – In my life

A vida adulta é uma coisa engraçada. A gente pula direto da adolescência, uma época em que a sua maior responsabilidade é passar no vestibular, direto pra um momento em que tudo é responsabilidade. Sua vida é guiada pelas suas responsabilidades, pelos seus afazeres e deveres, horários, comprometimentos, e a rotina vai se embaralhando com isso tudo.

No meio disso aí a gente vai aprendendo a conviver com várias coisas: ficar doente e não ter aula pra faltar, conquistar coisas muito de gente grande como uma casa ou um carro, ver amigos da sua idade tendo filhos, dentre várias outras coisas boas e ruins de ser adulto.

E uma das coisas que eu tinha muita resistência antes de ser adulto era ir em velório. Pra mim era algo impossível de lidar: gente que você ama morrendo e sendo velada, as pessoas chorando, todo mundo sentado em volta do caixão, aquele cerimonial todo. Mas a vida ensina que você só pode fugir desse tipo de situação até um certo ponto.

Vai chegar uma hora que não dá mais pra fugir, e você simplesmente começa a ir. E aí aconteceu comigo algo interessante: o que parecia impossível de lidar, passou a ser um ritual importante pra minha forma de processar as coisas, pra assimilar de fato o que está acontecendo ao invés de ficar em negação.

Porque diabos que eu tou dizendo tudo isso num blog de música do dia, você deve estar pensando. Bem, hoje estou indo no meu segundo velório em 5 dias, e confesso que a frequência me foi inusitada.

Fiquei reflexiva, é triste ver os sonhos sendo interrompidos, a vida das pessoas ao redor sendo modificada pra agora contornar a ausência daquele que já não existe mais. Não é tristeza propriamente dita, é reflexão nua e crua.

Sempre que alguém morre perto de mim, fico pensativa com as minhas escolhas, minha rotina, minha convivência diária com todos ao meu redor, enfim. Pra mim sempre vale pra me lembrar que não estamos no controle de nada, quando é pra algo acontecer, simplesmente acontece, e que por mais que em vida você consiga dar um jeito em tudo, na morte não se dá.

Pra não fugir com o propósito desse texto, vou deixar aqui uma música que pra mim representa muito bem esse momento, In my lifedos Beatles. Uma das melhores músicas daquela que é a melhor banda de todos os tempos.

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