The Kills – Black Balloon

Depois do texto gigante de ontem, hoje vou me controlar pra escrever bem pouquinho hoje. Essa música é bem antiguinha e já fez muito a alegria da galerinha hipster de antigamente.

The Kills é uma banda formada pela dupla Alisson Mosshart e Jamie Hince (aquele que era marido da super modelo Kate Moss, quem lembra?) . A música que trago hoje, Black Balloon é de 2008, do terceiro álbum deles chamado Midnight Boom. Confesso que me lembro desse clipe passando na MTV e me bate uma nostalgia danada misturada com uma melancolia da própria música sempre que escuto.

A outra música deles que passava bastante na MTV era Last day of magic, com esse clipe bafão deles se estapeando. Eu lembro que eu achava a Alisson tão linda e cool, que eu usava um cabelo bem parecido com o dela na época, hehe. na verdade The Kills era a epítome do cool na época pra jovem Paula. Ainda é, eu diria.

Essa música vai te lembrar do jovem alternativo que você era lá em 2008:

E aí, deu pra se sentir 10 anos mais xovem?

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The Beatles – In my life

A vida adulta é uma coisa engraçada. A gente pula direto da adolescência, uma época em que a sua maior responsabilidade é passar no vestibular, direto pra um momento em que tudo é responsabilidade. Sua vida é guiada pelas suas responsabilidades, pelos seus afazeres e deveres, horários, comprometimentos, e a rotina vai se embaralhando com isso tudo.

No meio disso aí a gente vai aprendendo a conviver com várias coisas: ficar doente e não ter aula pra faltar, conquistar coisas muito de gente grande como uma casa ou um carro, ver amigos da sua idade tendo filhos, dentre várias outras coisas boas e ruins de ser adulto.

E uma das coisas que eu tinha muita resistência antes de ser adulto era ir em velório. Pra mim era algo impossível de lidar: gente que você ama morrendo e sendo velada, as pessoas chorando, todo mundo sentado em volta do caixão, aquele cerimonial todo. Mas a vida ensina que você só pode fugir desse tipo de situação até um certo ponto.

Vai chegar uma hora que não dá mais pra fugir, e você simplesmente começa a ir. E aí aconteceu comigo algo interessante: o que parecia impossível de lidar, passou a ser um ritual importante pra minha forma de processar as coisas, pra assimilar de fato o que está acontecendo ao invés de ficar em negação.

Porque diabos que eu tou dizendo tudo isso num blog de música do dia, você deve estar pensando. Bem, hoje estou indo no meu segundo velório em 5 dias, e confesso que a frequência me foi inusitada.

Fiquei reflexiva, é triste ver os sonhos sendo interrompidos, a vida das pessoas ao redor sendo modificada pra agora contornar a ausência daquele que já não existe mais. Não é tristeza propriamente dita, é reflexão nua e crua.

Sempre que alguém morre perto de mim, fico pensativa com as minhas escolhas, minha rotina, minha convivência diária com todos ao meu redor, enfim. Pra mim sempre vale pra me lembrar que não estamos no controle de nada, quando é pra algo acontecer, simplesmente acontece, e que por mais que em vida você consiga dar um jeito em tudo, na morte não se dá.

Pra não fugir com o propósito desse texto, vou deixar aqui uma música que pra mim representa muito bem esse momento, In my lifedos Beatles. Uma das melhores músicas daquela que é a melhor banda de todos os tempos.

Alabama Shakes – Rise to the sun

Não lembro ao certo quando conheci a banda Alabama Shakes, mas sei que foi amor a primeira ouvida. Na época um amigo meu gravou um pen drive (lembra da vida antes do spotify?) cheeeio de músicas deles e eu não conseguia parar de ouvir.

Logo que eu me casei, eu tinha um rádio que tinha entrada USB, e o único pendrive com músicas que eu tinha era esse do Alabama Shakes. Então toda vez que tinha uma jantinha ou uma aglomeração de migos na minha casa, eu dava play nesse pendrive, em que Rise to the sun era a primeira música.

Por isso, toda vez que eu escuto os acordes iniciais de Rise to the sun tenho uma boa sensação, de que algo legal tá acontecendo.

Ultimamente outra música deles que fica muito na minha cabeça é a Future people. Como eu faço aulas de guitarra (e sou muito iniciante), meu prof sempre passa alguns riffs pra ir treinando, e muitas vezes me lembro desse. É o suficiente pra essa música ficar o resto do dia na minha cabeça:

Alabama Shakes é uma banda tão fodamente boa, que se você colocar pra tocar uma playlist deles no youtube, só vai conseguir perceber a diferença das versões de estúdio e ao vivo quando a Brittany fala alguma coisa com a plateia. É perfeito! Pega a dona Brittany mandando um bluesão ao vivo e agradecendo a plateia de ter ido no show, que querida:

Que ícone de mulher. Eles são simplesmente maravilhosos. Vou até deixar mais uma pra você ter música pra caramba deles pra ouvir:

É música boa demais! recomendo pegar tudo deles que tem no spotify e ir ouvindo o dia inteiro. É pra animar no carro, no trabalho, em casa fazendo faxina, etc etc etc.

Brittany vamos ser amigas, por favor, nunca te pedi nada!

Matt and Kim – Like I used to be

Conheci a duplinha Matt & Kim lá por 2012 mais ou menos. E me lembro que nessa época amava ouvir algumas músicas deles infinitamente no repeat.

Como sempre acontece, ouvi demais, e depois esqueci completamente que existia. Lá em 2012 a que eu mais ouvia era Daylight, que ainda é a minha música favorita deles:

Acho essa música energética de um jeito não convencional. Na minha cabeça ela faz tanto sentido quanto as músicas do LCD Soundsystem, música de trilha sonora do filme que tá passando na minha cabeça. Essa é a música do momento de “tomamos a decisão, agora vamos executar” hehehe.

Essa semana apareceu pra mim uma música fresquinha deles, lançada esses dias e que eu gostei muito. Chama Like I used to be – Como eu costumava ser.

Também acho muito divertida e energética, ideal pra uma quinta, que já é quase sexta, e que precisa desesperadamente de um lift up.

Acho que uma das mais famosas deles é essa aqui, Let´s go, que eu também adoro e acho tão contentinha, e o clipe é tão engraçado, tirando sarro daquelas sessões de fotos cafonas dos anos 80/90.

Agora, em termos de música de trilha sonora, eu acho que essa aqui é uma das campeãs deles. Altamente trilhasonorizável. Fora que esse clipe me dá uma sensação nostálgica dos idos tempos de MTv,tipo aqueles clipes brincalhões/inocentes do Blink 182, e coisas do tipo. Veja:

Musiquinha inocente e divertida pra curtir e animar sua tarde. Funcionou?

The Kinks – Wonderboy

Recentemente conheci as músicas de um mocinho, aparentemente muito famoso e da turminha jovem, chamado Mac de Marco. Confesso que nunca tinha ouvido falar, e me senti com 300 anos de idade.

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A primeira música que ouvi dele foi, aparentemente, uma das mais famosas, chamada “Salad Days”. Ouvi, achei legal, mas achei legal porque falei “pera, eu conheço isso”. Achei o som, a voz, os “lalalas” dele tão parecidos com músicas antigas do The Kinks, que preciso compartilhar com vocês, pra ver se mais alguém se sente assim.

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Escutem Mac de Marco e seu Salad Days, de 2014:

Agora escutem Wonderboy do The Kinks, de 1967, e me digam se não lembra um montão:

Não é no mínimo engraçada a semelhança?

É como se a do Mac de Marco fosse a versão anos 2010 da música do Kinks.

Gostaram da comparação?

Confesso que me deu uma nostalgia danada. Quando eu tava na longínqua oitava série (lá em 2005), uma amiga minha foi pra Londres, e trouxe pra mim o CD DUPLO “Kinks – The ultimate collection”. Eu ouvi tanto esse cd no meu ~discman~ que foi um negócio de louco. Fiquei muito obcecada por essa banda e por esse cd por muito tempo. Decorei todas as músicas e mais um pouco.

Vou aproveitar o tema, pra deixar aqui a minha favorita do Kinks pra vocês:

Ahhh, Waterloo Sunset, que música linda.

Unknown Mortal Orchestra – So good at being in trouble

Hoje trago uma música muito legal, de uma banda neozelandesa relativamente recente. Eles iniciaram suas atividades em 2011, e eu confesso que não conheço muito além dessa música que lhes trago hoje. Procurei ouvir algumas outras no youtube/spotify, e achei que o estilo das outras músicas é bem diferente dessa de hoje.

Tem algumas deles mais dançantes, que me lembraram as músicas do Hot Chip de antigamente, mas confesso que não “amei” nada. Aparentemente é só uma música muito legal mesmo, de uma banda average. Confesso que fiquei um pouco decepcionada, pois procurei eles cantando “So good at being in trouble” ao vivo e achei bem ruim. Ficou tão aquém da versão do estúdio que nem parece a mesma música.

Climão né? Xoxei a banda e todas as outras músicas menos essa, hehe. Me desculpem, hoje acordei mal humorada, mas com a vontade de compartilhar essa (única) música legal.

Curtam:

Vou deixar uma imagem pra ilustrar meu humor matinal de hoje:

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Voltaremos à programação normal após o primeiro café do dia. Se tudo colaborar para  o bom humor, prometo fazer um post contentinho.

Sooo good at being in trouble…

The Clash – Charlie don´t surf

Olha.

Não me levem a mal.

Sei que a temática praia e surf tá meio presente ultimamente, mas eu prometo que essa não é uma música de praia nem de surf.

Quem conhece The Clash?Todo mundo, né?

Mas o que você conhece de The Clash além de Should I stay or should I go , que agora t o d o m u n d o conhece graças a Stranger Things?

Muito bem. Eu adoro músicas meio desconhecidas e subestimadas de bandas super famosas com megahits.

Charlie don´t surf é a minha favorita do The Clash.

Pesquisando na internet, encontrei vários significados diferentes pra essa música, mas cada fonte fala uma coisa.

Tem gente que fala que é referente ao Charles Manson, mas muita gente desmente essa vertente.

A maioria das fontes diz que é uma referência à guerra do Vietnã. Victor Charlie = Viet Cong, então Charlie seria uma forma de chamar os vietcongs.

No filme Apocalypse Now, o coronel Kilgore quer justificar a tomada da praia de Mekong Delta para que os soldados possam surfar. Um dos soldados fala “ Mas lá é o ponto dos Charlie! (Charlie´s point)” E então o Kilgore grita “Charlie don´t surf!”

Outra referência da música pro filme, é o cheiro de napalm.

Na música, o Clash canta “Charlie´s gonna be a napalm star”

E finalmente, a música do Clash:

“ Everybody wants to rule the world
Must be something we get from birth “

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