Dalva de Oliveira – Bandeira Branca

Não sei por qual motivo acordei com essa música na cabeça hoje, nessa versão incomparável da Dalva de Oliveira.

Acho ela incrível, potente, emblemática.

Quem já conhece esse bloguinho, sabe que eu adoro pensar em “músicas dignas de trilha sonora”, e acho essa música tão forte, com um significado tão legal, uma instrumentação tão foda, que imagina só ela sendo empregada em um momento decisivo, impactante de um filme?

Sensacional:

Recentemente li o incrível livro “A noite de meu bem” do Ruy Castro, em que ele conta com riqueza de detalhes a trajetória de Dalva e de tantos outros nomes incríveis da música nacional nas décadas de 30, 40 e 50.

Nessa época, como podemos imaginar, as gravações eram muito mais difíceis e caras de executar do que hoje. E por isso, as gravadoras tinham seus artistas favoritos, que eram os que tinham “direito” a usar orquestras completas em suas gravações. Dalva de Oliveira era uma dessas. Basta prestar atenção em algumas de suas músicas para perceber a riqueza de instrumentação e se dar conta que ela era pra lá de favorita:

Pra fechar em clima carnavalesco, deixo Dalva cantando Máscara Negra de Zé Keti (como eu amo as vogais alongadas) :

Tanto riso, oh, quanta alegria!

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Originais do Samba – Falador passa mal

Hoje percebi (não sei se começou antes), que começaram as propagandas políticas na tv e no rádio.

Eu considero a época de eleições desesperador, um desastre generalizado (essas eleições presidenciais então, só por deus) . São tantas promessas absurdas e infundadas, que achei apropriada essa música pra esse momento:

Reconheceu de quem é a risada no meio da música?

É ele mesmo, o Mussum. O Originais do Samba era o grupo de samba dele antes de entrar pros Trapalhões. Legal né?

Olha que Mussum novinho mandando um ao vivasso sensacional aqui:

Aqui o Mussum fala do jeitão boa praça dele de como começaram os Originais do Samba, e algumas dificuldades que eles passaram:

Tá na hora de empirulitar?

Dorival Caymmi – Saudades da Bahia

 

 

Hoje por algum motivo inusitado (fome, quem sabe?), acordei com a fofíssima música Quindis de Yaya na voz do Dorival Caymmi tocando na minha cabeça.

Pensei em posta-la aqui hoje, mas infelizmente não encontrei a versão do Dorival no youtube, e eu também só tenho ela em vinil. Em contrapartida, encontrei essa versão divertida do filme da Disney de 1944, “Los Tres Caballeros”, divirta-se:

Depois disso, só de ficar o nome Dorival Caymmi na minha cabeça, a primeira música que penso dele é essa:

“Se ter saudade é ter algum defeito…eu pelo menos mereço o direito, de ter alguém com quem eu possa me confessar…”

E a próxima que vem a mente quando penso em Dorival, é a espetacular Suíte dos Pescadores, forte, impactante:

Como eu adoro minhas coincidências inusitadas de datas por aqui, semana passada, dia 16, completou 10 anos da morte do Caymmi.

 

Ornella Vanoni – Senza Paura

O último post por aqui foi do Dean Martin e algumas músicas pra lá de conhecidas italianas.

Confesso que tou com esse tema ecoando na minha cabeça, e hoje trago mais uma música italiana pra vocês. Senza Paura não é tão tradicional, mas é maravilhosa:

Ornella Vanoni é uma cantora muito tradicional italiana, que fez muito sucesso na década de 60 e 70, e em 1976 gravou um album inteiro de bossa nova cantado em italiano com Toquinho e Vinícius, é muito legal se você gosta do gênero:

Se você acha que conhece a música Senza Paura de algum lugar, pode ser da versão original dela, a Sem medo de Toquinho e Vinicius, que é maravilhosa e tem uma letra incrível. Confesso que a cada ano que passa me sinto cada vez mais medrosa em cada tomada de decisão, e é justamente sobre isso que essa música fala, viver cada fase da vida (inclusive a morte) sem medo.

Gostei dessa mensagem (e importante lembrete) pra começar a semana,e vocês?

Nelson Cavaquinho – Juízo Final

Como disse no último post, eu estive de férias pelos últimos 15 dias. E quando eu tou de férias, procuro ficar bem offline de tudo, só manter contato com a família pra avisar que tá tudo bem mesmo e tchau. Então imaginem que inusitado (pra dizer o mínimo) foi chegar no BRzão de meu deus na atual situação.

Greve pra tudo que é lado, caos aéreo, sem combustível, sem gás de cozinha, pessoas que não fazem a mínima ideia do que é intervenção militar pedindo intervenção militar, pessoas se estapeando por litros de combustível, comerciantes vendendo itens de necessidade básica até 5x mais caro do que custam, mercados racionando comida, filas quilométricas nos postos, histeria e egoísmo pra todos os lados… Ou seja, um grande exercício de perda de fé na humanidade generalizada.

Então logo que chegamos levei aquele tapão de choque de realidade pós-férias e comecei a viver essa situação toda, comecei a pensar nessa música:

O sol….há de brilhar mais uma vez

A luz….há de chegar aos corações

O mal….será queimada a semente

O amor…será eterno novamente

É o Juízo Final, a história do bem e do mal

Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer

O amor…será eterno novamente

Embora ela fala do juízo final, que é mais ou menos a sensação de como estão as coisas agora, ela traz uma mensagem de esperança. Não sei se me qualifico tão esperançosa quanto a música, acho que tou mais pro lado do juízo final mesmo.

Mas bem que eu “quero ter olhos pra ver a maldade desaparecer”.

Nesse bafafá todo qual música parece ser uma boa trilha sonora pra você? Helter Skelter dos Beatles também me parece apropriado.

Beth Carvalho – Andança

Ontem postei a linda Retalhos de Cetim, que me lembrou essa música de hoje, já que a Beth Carvalho diz no meio da música “vestido de cetim…”, é como se elas se conversassem.

Muita gente coloca pela internet pro aí a frase “Por onde for, quero ser seu par”, mas muito provavelmente não sabem de onde é. É dessa música linda, de Paulinho Tapajós, Danilo Caymmi e Edmundo Souza.

Versão linda da Beth Carvalho com super backing vocals:

Agora olha que diferente essa versão, bem sessentinha da Beth Carvalho com os Golden Boys. Muito diferente, e ainda assim muito interessante. Me parece que é de 1968 essa versão:

Tem muita gente que conhece essa música na versão de 1969 da Elis Regina, mas eu ainda prefiro a da Beth Carvalho. Mesmo assim, segue com arranjos musicais lindíssimos e estilo bem moderninho pra época:

Ah que música linda pra ficar na cabeça!

Benito di Paula – Retalhos de cetim

Confesso que hoje achei um pouco de dificuldade em achar uma música pra postar, porque ainda tou meio impactada do nosso Childish Gambino de ontem, e hoje passei o dia ouvindo ele e o Tyler, The Creator,  que já apareceram por aqui.

Mas essa semana baixei no meu Spotify uma playlist de samba muito boa, e venho ouvindo bastante essa música no carro.

Gosto muito do ritmo lento, da forma prolongada e vagarosa de falar cada palavra. Gosto muito tambem do teor over dramático da letra. Se você nunca ouviu essa música, ouça livre de preconceitos:

Deixo tambem um cover bem bonito, um pouco mais ágil, mas muito legal:

mais um cover bonito, no cavaquinho, menos dramático também, mais moderno:

Qual foi a sua versão favorita?